Clube fecha acordo e reforça compromisso contra o preconceito após denúncias de cantos homofóbicos na torcida
O São Paulo Futebol Clube conseguiu evitar uma punição severa, que poderia incluir a perda de mando de campo, após denúncias de cantos homofóbicos entoados por parte da torcida durante o clássico contra o Corinthians no Morumbi, válido pelo Brasileirão 2025. O acordo foi firmado nesta quarta-feira (19) com o Ministério Público do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
Multa e campanha contra a homofobia
Como parte do acordo disciplinar, o clube pagará uma multa no valor de R$ 100 mil e deverá publicar em suas redes sociais uma mensagem de conscientização contra a homofobia. O São Paulo reafirmou seu compromisso com o respeito, a diversidade e a inclusão no esporte, ressaltando que manifestações discriminatórias não representam os valores da instituição nem de sua imensa torcida.
O clube também alertou que episódios desse tipo podem acarretar punições mais graves, como a perda do mando de campo e outras sanções previstas no Código Brasileiro de Justiça Desportiva. “O futebol deve ser um ambiente plural, acolhedor e sensível às causas sociais, onde todas as pessoas possam celebrar a paixão pelo esporte com respeito mútuo”, destacou a diretoria tricolor.
Contexto da denúncia
A denúncia partiu do rival Corinthians, que registrou um relatório de infração apontando para “manifestações homofóbicas da torcida mandante” durante o clássico realizado em 19 de julho. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostraram os cantos ofensivos, com trechos que fizeram referência pejorativa a jogadores e figuras do futebol de forma discriminatória.
O São Paulo foi enquadrado no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva e no artigo 135 do Regulamento Geral das Competições. Para evitar uma punição mais severa, o clube apresentou a proposta de acordo, que foi aceita pelo STJD.
O impacto para a comunidade LGBTQIA+
Essa situação reforça a necessidade urgente de combate à homofobia nos estádios e no futebol brasileiro como um todo. A punição ao São Paulo, embora tenha evitado sanções maiores, serve como um alerta para que clubes e torcidas se comprometam com ambientes mais inclusivos e respeitosos.
Para a comunidade LGBTQIA+, ações como essa são fundamentais para transformar o futebol em um espaço seguro, onde a paixão pelo esporte não se mistura com preconceitos e discriminações. É preciso que o futebol se torne um palco de diversidade e acolhimento, refletindo a pluralidade da sociedade.
O São Paulo demonstra que está disposto a caminhar nessa direção, mas é essencial que a conscientização e o combate à homofobia avancem de forma contínua, com educação e respeito para que o Morumbi e outros estádios do país sejam espaços livres de qualquer forma de preconceito.
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