Estudo revela que adolescentes LGBTQIA+ e meninas enfrentam níveis mais altos de ansiedade e depressão
Um estudo recente realizado na Austrália com mais de 6,5 mil adolescentes trouxe à tona uma realidade que atinge profundamente meninas e jovens LGBTQIA+: o sofrimento mental é significativamente mais frequente nesses grupos do que entre meninos cisgênero. A pesquisa, publicada no Australian and New Zealand Journal of Public Health, mostrou que sintomas de depressão, ansiedade e sofrimento psicológico não só são mais comuns nesses jovens como tendem a se intensificar com o avanço dos anos escolares.
O retrato do sofrimento na adolescência
O levantamento acompanhou estudantes entre 12 e 16 anos, do 7º ao 10º ano, entre 2019 e 2022. Quase 30% deles apresentaram sinais compatíveis com depressão ao final do ensino básico. Porém, essa prevalência foi maior entre meninas e adolescentes que se identificam com diferentes gêneros ou orientações sexuais – ou seja, jovens LGBTQIA+. O que chama atenção é que essa disparidade, conhecida como “lacuna de gênero” na saúde mental, não diminui com o tempo, mas aumenta conforme os adolescentes avançam na escola.
Desde o início, jovens LGBTQIA+ apresentaram os índices mais elevados de sofrimento mental, seguidos por meninas que não declararam seu gênero, depois por meninas cisgênero, enquanto meninos cisgênero tiveram os menores níveis de sintomas.
Entendendo os motivos por trás do sofrimento mental
Segundo o psiquiatra Elton Kanomata, adolescentes vivem uma fase cheia de transformações físicas, hormonais e emocionais. Além disso, enfrentam novas demandas sociais e precisam desenvolver habilidades socioemocionais, muitas vezes sem o suporte necessário. Fatores externos como bullying, insegurança com a imagem corporal, uso excessivo de redes sociais e impactos da pandemia de Covid-19 também ampliam o risco de transtornos mentais.
O especialista destaca que meninas têm entre 1,5 e 3 vezes mais chances de apresentar transtornos mentais durante a adolescência, influenciadas por mudanças hormonais, padrões de beleza inalcançáveis e estigmas relacionados ao corpo e comportamento. Já jovens LGBTQIA+ carregam uma vulnerabilidade ainda maior, pois enfrentam com frequência estresse, discriminação, bullying e isolamento social, muitas vezes sem uma rede de apoio sólida.
Impacto da desigualdade social
Outro ponto importante do estudo é que meninas de famílias com menor renda relataram níveis mais altos de sofrimento. Essa sobreposição entre desigualdade de gênero e condições socioeconômicas desfavoráveis limita o acesso a cuidados adequados, segurança e outros fatores fundamentais para a saúde emocional.
O que pode ajudar?
Para enfrentar esse cenário, são essenciais políticas públicas que atuem sobre os determinantes sociais da saúde mental e considerem a adolescência como um momento estratégico para prevenção. Investir em educação emocional nas escolas, combater o bullying, criar ambientes acolhedores e ampliar o acesso a serviços de saúde mental são passos fundamentais, especialmente para apoiar meninas e jovens LGBTQIA+.
Essa pesquisa reforça a urgência de olhar com atenção e carinho para a saúde mental desses grupos, garantindo que encontrem acolhimento e suporte para superar os desafios dessa fase tão delicada da vida.
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