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Seita no RS usava tortura para ‘cura gay’ disfarçada de espiritualidade

Seita no RS usava tortura para ‘cura gay’ disfarçada de espiritualidade

Polícia investiga líder religioso que submetia fiéis a abusos sob promessa de cura e prosperidade

Uma investigação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul revelou uma seita que aterrorizava seus seguidores com práticas abusivas sob o véu de rituais espirituais. Localizada entre Viamão e Porto Alegre (RS), a comunidade liderada por Adir Aliatti, conhecido como “Prem Milan”, prometia uma suposta “cura gay” e prosperidade, mas na prática submetia seus adeptos a torturas psicológicas, manipulações emocionais e exploração econômica.

Com a ajuda de seus dois filhos, o líder religioso impunha jejum, isolamento social, humilhações públicas e até violência sexual às pessoas que buscavam no grupo um caminho de transformação. A chamada Operação Namastê, deflagrada no final de 2024, desvendou um esquema cruel que usava métodos terapêuticos não reconhecidos para controlar e abusar dos fiéis.

Promessas falsas e sofrimento real

O relatório parcial das investigações aponta que as vítimas eram enganadas com falsas promessas de cura espiritual, prosperidade e libertação de demônios, utilizando inclusive elementos como “expulsão de demônios com wi-fi” e jejum de glitter, numa mistura confusa de misticismo e manipulação.

Além do sofrimento físico e psicológico, os adeptos eram obrigados a contribuir financeiramente para o grupo, que operava como uma rede de exploração mascarada de comunidade espiritual. A delegada Jeiselaure de Souza, responsável pelo caso, destaca que essa seita não apenas violava a integridade dos indivíduos, mas também promovia um ambiente tóxico que destruía a saúde mental e emocional dos envolvidos.

Impacto na comunidade LGBTQIA+

Este caso escancara como discursos de cura e espiritualidade podem ser usados para justificar abusos, especialmente contra pessoas LGBTQIA+, que muitas vezes buscam aceitação e apoio em lugares errados. A promessa de “cura gay” é uma prática condenada internacionalmente, pois ignora a identidade e a dignidade das pessoas, gerando traumas profundos.

Para a comunidade LGBTQIA+, é fundamental estar atento a esses perigos e buscar espaços seguros e acolhedores, onde a diversidade seja respeitada e celebrada, e onde não haja espaço para manipulação ou violência.

Denúncia e conscientização

A exposição desse grupo e a continuidade das investigações são passos importantes para que mais pessoas possam se libertar dessas armadilhas espirituais e abusivas. É um alerta para que toda promessa de cura que envolva submissão, dor ou isolamento seja questionada e denunciada.

Se você ou alguém que você conhece está passando por situações semelhantes, procure ajuda especializada e redes de apoio. A verdadeira espiritualidade respeita a liberdade, a autonomia e a integridade de cada pessoa.

Este caso reforça a importância da fiscalização e da denúncia para combater seitas que se aproveitam da vulnerabilidade humana para praticar abusos sob a falsa capa de cura e desenvolvimento pessoal.

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