Funcionário público enfrenta exclusão e apagamento de posts LGBT+ e espera justiça contra discriminação no serviço público
Um servidor público de Guarujá, no litoral de São Paulo, protagoniza uma luta por respeito e representatividade após denunciar um caso grave de homofobia dentro do ambiente de trabalho. O profissional, integrante da comunidade LGBTQIA+, foi excluído do grupo institucional da Guarujá Previdência no WhatsApp logo depois de compartilhar publicações alusivas ao Dia Internacional do Orgulho LGBT+.
Segundo relatos, o diretor-presidente do instituto não apenas removeu o servidor da conversa como apagou as mensagens relacionadas ao tema, configurando uma tentativa clara de silenciamento. Essa atitude, que fere diretamente os direitos humanos e o direito de se manifestar, expõe uma triste realidade ainda presente em muitos espaços da administração pública.
Uma exclusão que marca a persistência da homofobia no serviço público
O servidor, que tem 37 anos e atua comentando datas e eventos de relevância institucional no grupo, afirma que essa foi sua primeira experiência com homofobia no ambiente profissional. Ele costuma compartilhar mensagens comemorativas, como no Dia do Doador de Sangue, mas a publicação referente ao orgulho LGBTQIA+ desencadeou a exclusão e o apagamento por parte da liderança.
“Precisamos falar disso, principalmente na administração pública. Essa violência e assédio não podem continuar sendo ignorados”, declarou o servidor, que aguarda ser reintegrado ao grupo para continuar exercendo suas funções, como o compartilhamento do Diário Oficial.
Discriminação que atinge também direitos básicos de saúde e segurança
Além da homofobia explícita, o servidor enfrenta outras formas de discriminação. Ele foi diagnosticado com visão monocular, caracterizando Pessoa com Deficiência (PCD), e possui laudo médico que recomenda o trabalho remoto. Mesmo assim, o diretor-presidente da Guarujá Previdência tem negado essa necessidade, o que configura uma recusa ilegal e prejudicial à saúde do servidor.
O advogado que representa o funcionário destaca que essa conduta é uma afronta à legislação e aos direitos do servidor público. “A administração não pode se recusar a cumprir um ato médico vinculado; negar isso é improbidade administrativa”, alerta.
Resistência e esperança por justiça
Sentindo-se vulnerável diante do poder do diretor-presidente, o servidor teme retaliações, mas reafirma sua determinação em lutar contra o preconceito. Integrante ativo do grupo LGBT, ele compartilha sua experiência para encorajar outras pessoas que enfrentam situações semelhantes.
Essa denúncia ilumina a necessidade urgente de políticas públicas eficazes contra a homofobia e a discriminação no serviço público, garantindo um ambiente inclusivo, seguro e respeitoso para a comunidade LGBTQIA+ em Guarujá e em todo o Brasil.
Enquanto aguarda o posicionamento da Prefeitura de Guarujá, o servidor segue firme na busca por justiça, representando a voz de muitos que ainda sofrem calados no cotidiano profissional.