Novo álbum da cantora une vozes femininas e queer em um manifesto de resistência e liberdade
Sevdaliza está de volta com seu terceiro álbum, Heroina, uma obra que exalta a força, diversidade e complexidade da mulher contemporânea. Lançado recentemente, o disco reúne uma coletânea de 13 faixas que exploram temas como resistência, sensualidade e independência, trazendo colaborações poderosas com artistas como Karol G, Kenia Os, Tokischa e a brasileira Pabllo Vittar.
Um manifesto em forma de música
Para a artista, Heroina representa uma dualidade constante: o desejo por liberdade e a consciência das limitações impostas socialmente, especialmente sobre mulheres e pessoas queer. Sevdaliza compartilha que o álbum nasceu dessa tensão entre rendição e resistência, que permeia não apenas seu processo criativo, mas a vivência de tantas identidades que desafiam o controle e o olhar masculino.
Em suas próprias palavras, o álbum é um protesto diferente, que vai além da simples contestação: “É sobre querer ser livre e, ao mesmo tempo, sentir o quanto essa liberdade pode ser limitada.” Essa mensagem é reforçada pela pluralidade de vozes femininas que aparecem no projeto, formando um coletivo que desafia narrativas tradicionais e celebra o poder do feminino em toda sua diversidade.
Colaborações que ecoam representatividade
Heroina traz faixas que já conquistaram fãs, como “Alibi”, que une a voz marcante de Pabllo Vittar com a francesa Yseult, e “Ride or Die, Pt. 2”, com a participação da rapper porto-riquenha Villano Antillano e da dominicana Tokischa. Outro destaque é “No Me Cansaré”, parceria com Karol G, que reforça a força do empoderamento feminino em ritmos latinos.
Além dessas, o álbum conta com participações especiais de Kenia Os, La Joaqui e Eartheater, estabelecendo uma rede de artistas que representam diferentes culturas e expressões do feminino, fortalecendo a conexão entre comunidades LGBTQIA+ e ampliando o alcance da mensagem de liberdade e resistência.
Uma jornada sonora e emocional
Desde seu último álbum completo, Shabrang (2020), Sevdaliza evoluiu sua sonoridade e sua narrativa, culminando em Heroina, um trabalho que aborda a humanidade e a complexidade do corpo e da mente sob a ótica feminina e queer. Este lançamento reforça seu compromisso com a arte que provoca, acolhe e representa, dialogando diretamente com o público LGBTQIA+ que busca se ver refletido em expressões culturais autênticas e profundas.
Com uma linguagem experimental e uma produção rica, o disco convida à reflexão sobre a forma como as mulheres — e especialmente as que desafiam normas de gênero — vivem e resistem em um mundo que ainda tenta controlá-las. Sevdaliza não apenas canta essa resistência, mas a encarna, provocando um chamado à sororidade, à liberdade e à celebração da individualidade.
Em uma era onde a representatividade é fundamental para fortalecer identidades e construir comunidades, Heroina surge como um hino de poder feminino, de diversidade e de coragem para ser quem se é, sem medo ou amarras.
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