Evento anual em Santa Clara, EUA, celebra identidade e resistência com performances glamourosas
No coração da Universidade de Santa Clara, na Califórnia, um espetáculo de brilho, glamour e performances eletrizantes tomou conta do Paul L. Locatelli, S.J. Student Activity Center no dia 23 de janeiro de 2026. O tradicional show de drag, organizado pelo Santa Clara Community Action Plan e pelo Rainbow Resource Center, reuniu a comunidade acadêmica para uma noite inesquecível de celebração e expressão da diversidade LGBTQIA+.
Um Gatsby reimaginado: drag e identidade
Com o tema inspirado em “O Grande Gatsby”, o evento foi aberto e gratuito, oferecendo ao público uma experiência inclusiva, com opções de assentos interativos e áreas para quem preferia apenas observar. As performances, entretanto, foram tudo menos tímidas: cada artista dominou o palco com energia contagiante, carisma e humor, mostrando que drag é muito mais que entretenimento – é uma poderosa forma de afirmação e resistência.
Entre as estrelas da noite, nomes como Tori Tia, Jackie Layshun, Manang, Alpha Andromeda e a diretora associada do SCCAP, Jasmine Vu, que brilhou sob o personagem Usher, encantaram a plateia com números marcantes e cheios de personalidade.
Drag como ferramenta de justiça social
Antes do espetáculo, a anfitriã e organizadora Liv Alleyne compartilhou a rica história do drag, desde suas raízes no teatro shakespeariano até os desafiadores contextos de discriminação racial e sexual que moldaram sua evolução. Destacou-se que, mesmo em tempos de exclusão, o drag floresceu em espaços como o famoso Hamilton Lodge Ball, em Harlem, Nova York, em 1869.
Para Malia Hardy, coordenadora de defesa estudantil do SCCAP, o show representa mais do que luta por direitos: é uma celebração da identidade e da inspiração que nasce das adversidades. “Drag é uma forma de mostrar quem você é, de apreciar as diferenças que nos tornam únicos”, afirmou. Já Chloe Bryant, integrante de grupos de defesa e feminismo, ressaltou que o drag cria um ambiente aberto e acolhedor onde todos podem se expressar sem medo.
Uma comunidade que se fortalece no palco
A reação do público foi calorosa e vibrante, com risadas, aplausos e muita energia. Estudantes como Sam Anderson e Chloe Bryant destacaram a alegria e a habilidade das queens, que conquistaram corações com seus passos de dança e presença marcante.
Para CJ Jenkins, o evento é um ponto de encontro que fortalece laços e cria um senso de pertencimento pouco comum no campus. E para Malia Hardy, que assistiu ao seu primeiro show de drag na universidade, a experiência foi transformadora, reforçando a importância de manter essa tradição viva por muitos anos.
O show de drag no campus da Universidade de Santa Clara é mais que um evento anual; é um espaço de resistência, amor-próprio e união que inspira e empodera toda a comunidade LGBTQIA+. Essas noites de brilho e expressão são vitais para fortalecer a visibilidade e o acolhimento em ambientes acadêmicos, mostrando que o drag é uma arte que transcende o palco e toca corações.
Ao celebrar a diversidade com performances que emocionam e divertem, o show reafirma o poder do drag como ferramenta cultural e social, capaz de transformar realidades e ampliar horizontes. Para a comunidade LGBTQIA+, eventos como esse são essenciais para cultivar orgulho, empatia e solidariedade em tempos ainda desafiadores.
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