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Sir Bradley Wiggins denuncia racismo, sexismo e homofobia no ciclismo britânico

Ex-campeão revela ambiente tóxico e discriminatório em British Cycling, levantando debate sobre inclusão no esporte
Sir Bradley Wiggins denuncia racismo, sexismo e homofobia no ciclismo britânico

Ex-campeão revela ambiente tóxico e discriminatório em British Cycling, levantando debate sobre inclusão no esporte

Sir Bradley Wiggins, primeiro britânico a vencer o Tour de France e cinco vezes medalhista olímpico de ouro, revelou um lado obscuro do ciclismo britânico. Em sua autobiografia recém-lançada, The Chain, ele denuncia ter presenciado comentários racistas, sexistas e homofóbicos durante sua trajetória no programa nacional de ciclismo, que durou entre 1998 e 2016.

O livro, que detalha sua carreira de 18 anos no Manchester Velodrome, traz relatos contundentes sobre o ambiente tóxico que permeava a equipe. Wiggins descreve ter ouvido ofensas discriminatórias direcionadas a atletas como Victoria Pendleton e Shanaze Reade, além de um funcionário gay que sofria com ataques homofóbicos. Segundo o ciclista, esses abusos partiram de uma pessoa sênior da organização, cuja identidade ele optou por não revelar.

Ambiente hostil e consequências para vítimas LGBTQIA+

O ex-atleta destaca que o funcionário gay acabou deixando a British Cycling por não suportar mais o ambiente hostil. Wiggins ressalta a injustiça presente ao afirmar que, se alguém deveria ter saído, deveria ter sido o responsável pelas ofensas, evidenciando um duplo padrão dentro da instituição.

Essas revelações reacendem o debate sobre a cultura nas modalidades esportivas de alto rendimento no Reino Unido, colocando em xeque o compromisso das organizações com a diversidade e o respeito às pessoas LGBTQIA+ e a todos os atletas.

Uma voz que denuncia e inspira

Além de expor a discriminação sofrida, Wiggins tem se mostrado cada vez mais aberto sobre suas próprias experiências difíceis, incluindo traumas do passado. Em 2022, tornou público o abuso sexual que sofreu na infância por parte de um ex-treinador, tema que também é abordado em sua autobiografia com delicadeza e coragem.

Para a comunidade LGBTQIA+, seu relato é um importante passo para quebrar o silêncio sobre preconceitos e abusos no esporte, mostrando a urgência de ambientes mais inclusivos e acolhedores.

Enquanto a British Cycling ainda não se manifestou oficialmente sobre as novas acusações, a pressão para que haja mudanças profundas só cresce, refletindo a demanda global por respeito e igualdade dentro e fora das arenas esportivas.

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