Técnico do Internacional é punido por comentário que reforça LGBTfobia no futebol brasileiro
O técnico e diretor técnico do Internacional, Abel Braga, foi punido pela 6ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) após uma fala homofóbica durante coletiva de imprensa em novembro de 2025. A decisão aplicou uma suspensão de cinco jogos e uma multa de R$ 20 mil ao treinador, que ainda pode recorrer da punição.
Fala que chocou e mobilizou a comunidade LGBTQIA+
Durante sua apresentação oficial no clube, Abel Braga criticou a cor do uniforme de treino do time e afirmou que não queria que os jogadores usassem camisa rosa, alegando que “parece time de veado”. A declaração provocou repercussão negativa imediata, gerando críticas públicas e mobilizações nas redes sociais, reacendendo o debate sobre a LGBTfobia “recreativa” que ainda persiste no futebol brasileiro.
Repercussão e atuação do STJD
O caso foi enquadrado no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de práticas discriminatórias relacionadas à orientação sexual, com punições esportivas e financeiras. A denúncia partiu, entre outros, do Coletivo de Torcidas Canarinhos LGBTQ+, que destacou a importância da decisão para o combate institucional à discriminação no esporte.
Onã Rudá, fundador e presidente do coletivo, afirmou: “Essa é uma decisão importante, que reforça mais uma vez a postura antidiscriminatória do STJD e aprofunda a luta contra a LGBTfobia recreativa no futebol brasileiro. O futebol não pode continuar tratando a violência como piada. Quando uma autoridade do esporte reproduz esse tipo de discurso, ela legitima um ambiente hostil e perigoso para milhares de pessoas”.
Um passo necessário para o futebol mais inclusivo
O STJD mostra que não está disposto a tolerar discursos que perpetuam a LGBTfobia no esporte, principalmente quando vindos de figuras de liderança como técnicos, dirigentes e atletas. A punição a Abel Braga é um marco que reforça a necessidade de uma atuação firme da Justiça Desportiva para garantir um ambiente mais seguro e acolhedor para toda a comunidade LGBTQIA+.
Embora a suspensão e a multa sejam medidas importantes, o episódio revela o quanto o futebol brasileiro ainda precisa avançar no combate à discriminação e no respeito à diversidade. A fala homofóbica de Abel Braga não é um caso isolado, mas a resposta institucional é um sinal de que a mudança é urgente e possível.
Para a comunidade LGBTQIA+, ver esse tipo de posicionamento do STJD é um alento e um incentivo para continuar lutando por respeito e igualdade dentro e fora dos campos. É fundamental que o futebol, paixão nacional, se transforme em espaço de inclusão e celebração da diversidade.
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