De 21 a 24 de maio, a Cinemateca Brasileira exibe 13 filmes da diretora que revolucionou a representação lésbica no cinema
Entre os dias 21 e 24 de maio, a Cinemateca Brasileira abre suas portas para uma homenagem poderosa à diretora norte-americana Su Friedrich, uma verdadeira pioneira do cinema LGBTQIA+ mundial. Com uma carreira iniciada nos anos 1970, Su construiu uma obra autoral que explora com sensibilidade e coragem as nuances da identidade lésbica, a infância queer e as complexidades da feminilidade.
Su Friedrich é reconhecida por sua abordagem radical e independente, que desafia formatos tradicionais para dar voz às subjetividades marginalizadas pela norma heteronormativa. Sua filmografia, que mistura ficção, documentário, experimentalismo e vídeo-ensaio, propõe um mergulho íntimo e político nas experiências de mulheres queer, reafirmando a importância de narrativas diversas e inclusivas no cinema.
Programação da mostra: 13 obras essenciais
Ao todo, serão exibidos 13 filmes emblemáticos da cineasta, entre eles:
- Mãos Frias, Coração Quente (1979)
- Pelo Rio Abaixo (1981)
- Os Laços que Unem (1984)
- Para Sempre Condenadas (1987)
- Nade ou Afunde (1990)
- Primeiro Vem o Amor (1991)
- Lésbicas Vingadoras Também Comem Fogo (1993)
- Regras da Estrada (1993)
- Esconde-Esconde (1996)
- As Chances de Regeneração (2002)
- Vendo Vermelho (2005)
- Reforma Completa (2012)
- Não Posso Te Dizer Como me Sinto (2016)
Essa seleção representa um panorama rico e multifacetado do cinema queer, que dialoga diretamente com as inquietações e vivências da comunidade LGBTQIA+. A mostra integra a programação Mostra+, dedicada a valorizar vozes diversas e inovadoras no audiovisual brasileiro.
Por que Su Friedrich é fundamental para o cinema queer?
Em um cenário onde a representatividade ainda luta por espaço, Su Friedrich se destaca por sua coragem em retratar o amor entre mulheres, as dores e alegrias da descoberta da identidade e a construção de narrativas que fogem dos estereótipos. Seu trabalho é um convite à reflexão sobre o corpo, o desejo e a política da existência queer, sempre com uma estética experimental que amplia as possibilidades do cinema.
Além disso, Su permanece ativa na produção independente, reafirmando o papel transformador da arte feita fora dos grandes circuitos comerciais. Sua trajetória inspira cineastas e público LGBTQIA+ a reivindicar seus espaços e a contar suas histórias com autenticidade e potência.
Informações para participar
As sessões são gratuitas, com ingressos distribuídos uma hora antes do início de cada exibição. Para conferir a programação completa e os horários, basta acessar o site oficial da Cinemateca Brasileira.
Essa mostra não é apenas uma celebração da obra de Su Friedrich, mas um marco cultural que fortalece a presença do cinema LGBTQIA+ no Brasil, ampliando o diálogo e a visibilidade de narrativas essenciais para nossa comunidade.
Opinião: A trajetória de Su Friedrich é um lembrete vibrante do poder do cinema para transformar vidas e construir identidades. Em tempos onde as vozes queer ainda enfrentam resistência, iniciativas como essa mostram que a arte é resistência, memória e futuro. Que essa mostra inspire cada vez mais espaços a acolher e amplificar histórias LGBTQIA+, celebrando a pluralidade que nos fortalece.
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