Conheça a trajetória da drag queen Suzie Toot, ícone queer e inspiração para a comunidade LGBTQIA+
Suzie Toot não é apenas uma drag queen, mas uma verdadeira força cultural que vem conquistando corações dentro e fora da comunidade LGBTQIA+. Nascida Benjamin Shaevitz em Fort Lauderdale, Flórida, Suzie carrega na sua identidade uma rica herança russa-judaica e irlandesa-católica, embora tenha sido criada na fé judaica, com direito a bar mitzvah e tudo mais.
Desde cedo, Suzie mostrou sua veia artística participando de produções teatrais ainda na infância, como o clássico Fiddler on the Roof em um acampamento de verão, e se aprofundou no teatro musical durante o ensino médio, desenvolvendo talentos como a dança sapateado, que mais tarde se tornaria parte de sua assinatura no palco do RuPaul’s Drag Race.
De influências clássicas a uma identidade singular
A drag queen adotou seu nome artístico inspirado na mãe, Susan Toot, e moldou seu personagem com referências glamourosas da Era de Ouro de Hollywood, como Eleanor Powell e Ruby Keeler, além da inspiração em ícones drag como Varla Jean Merman e Charles Busch. Essa mistura de clássicos e contemporaneidade resultou em uma persona sofisticada, versátil e cheia de personalidade.
Em 2023, Suzie Toot ganhou ainda mais destaque ao abrir shows da cantora Chappell Roan em sua turnê Rise and Fall of a Midwest Princess e estrear no cinema no filme independente de terror Big Easy Queens, interpretando Mimi Bouvèé-Truve, irmã da lendária Mob Queen de New Orleans.
Brilho no RuPaul’s Drag Race e além
Participante da 17ª temporada do RuPaul’s Drag Race, Suzie rapidamente se tornou uma das favoritas do público, mesmo sendo eliminada pouco antes da final. Seu estilo único e performances marcantes, como um vestido inspirado em árvore de Natal, fizeram dela um destaque memorável. Após o programa, Suzie se mudou para Brooklyn, Nova York, onde segue desenvolvendo sua carreira artística.
Além da performance, Suzie também se aventura na música, lançando singles como “Bonecoming”, “Smokin’ Suzie” e “Brother, Can You Spare a Dime?”, mostrando sua versatilidade e talento multifacetado.
Ícone cultural e orgulho judaico
Um dos momentos mais icônicos da sua carreira foi a criação de um look de chanucá inspirado no Ziegfeld Follies, que, embora não kosher, é um verdadeiro espetáculo de criatividade e orgulho cultural. Sua arte une identidade judaica e expressão drag, criando diálogos poderosos sobre pertencimento e visibilidade.
Além disso, seu curta-metragem La Dichotomie está em exibição em diversos festivais de cinema em 2026, ampliando ainda mais seu alcance e impacto artístico.
Suzie Toot é muito mais que uma estrela do drag; ela é uma voz vibrante que celebra a diversidade e a complexidade da identidade queer judaica, inspirando uma nova geração a se expressar sem medo e com orgulho.
Na comunidade LGBTQIA+, a presença de artistas como Suzie Toot é fundamental para fortalecer a representatividade e desafiar estereótipos. Sua trajetória nos lembra que ser fiel a si mesmo, incluindo suas raízes culturais, é uma forma poderosa de resistência e celebração.
Para a comunidade queer judaica, Suzie é um farol que ilumina caminhos, mostrando que podemos honrar nossa herança enquanto reinventamos o presente. Sua arte é um convite para que todos abracem suas múltiplas identidades com amor, coragem e brilho.
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