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Teatro Bibi Ferreira enfrenta risco de despejo por dívida milionária

Espaço cultural icônico de São Paulo luta para manter as portas abertas diante de crise financeira e judicial
Teatro Bibi Ferreira enfrenta risco de despejo por dívida milionária

Espaço cultural icônico de São Paulo luta para manter as portas abertas diante de crise financeira e judicial

O Teatro Bibi Ferreira, um dos mais tradicionais palcos da cena cultural paulistana, está no centro de uma batalha judicial que ameaça seu funcionamento. Com uma dívida acumulada que ultrapassa os R$ 590 mil, principalmente relacionada ao IPTU, o teatro corre o risco de ser despejado, o que mobiliza artistas e a comunidade em apoio à preservação do espaço.

Batizado em homenagem à lendária atriz e cantora Bibi Ferreira, o teatro é um símbolo de resistência e fomento à cultura na região do Bixiga, bairro histórico da capital paulista. Sob a gestão de Francesco Gagliano há 18 anos, o local é reconhecido por atrair milhares de pessoas, especialmente crianças, que frequentam suas sessões e atividades culturais aos finais de semana.

Crise financeira e judicial

A atual crise tem origem em um acordo firmado em agosto de 2021, quando o teatro enfrentava os impactos do longo período de portas fechadas devido à pandemia de Covid-19. Naquele momento, proprietários do imóvel concederam um aluguel reduzido para ajudar o espaço a se reerguer, mas a inadimplência no pagamento do IPTU e outras pendências fiscais geraram uma ação judicial que culminou na ordem de despejo.

Segundo Gagliano, o teatro vinha quitando as dívidas por meio de parcelamentos, porém enfrentou entraves burocráticos quanto à manutenção da isenção do IPTU. O benefício, que chegou a conceder até 95% de desconto em 2022, não foi renovado nos anos seguintes por falha na solicitação anual, como esclareceu a Prefeitura de São Paulo. Essa situação resultou na cobrança retroativa do imposto, com juros, elevando a dívida para quase R$ 300 mil.

Além disso, a Justiça entendeu que o parcelamento da dívida sem consentimento dos proprietários do imóvel não cumpria o acordo, reforçando a decisão de despejo. Apesar de uma liminar suspender temporariamente a saída do teatro, o Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a ordem, agravando ainda mais o cenário.

Importância cultural e mobilização

O Teatro Bibi Ferreira não é apenas um espaço para espetáculos, mas um polo cultural vital para a formação de público e o fortalecimento da arte em São Paulo. A casa recebe entre 800 e 900 crianças todo fim de semana, ampliando o acesso à cultura e contribuindo para a diversidade artística da cidade.

Frente ao impasse, a gestão busca apoio político para resolver a pendência fiscal e garantir a continuidade das atividades. Os próprios proprietários do imóvel sinalizaram que estão dispostos a encerrar o processo de despejo caso o débito seja regularizado.

Enquanto isso, a comunidade artística e amantes da cultura acompanham atentos os desdobramentos dessa luta, que simboliza a resistência e o valor dos espaços culturais LGBTQIA+ e para toda a sociedade, reafirmando a necessidade de políticas públicas que assegurem a sobrevivência desses territórios tão essenciais para a diversidade e a expressão identitária.

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