Igrejas evangélicas intensificam práticas controversas que colocam em risco a comunidade trans no país
O Brasil, que abriga a maior população transgênero da América Latina, vive um paradoxo cruel: apesar de avanços legais como a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo, o país é palco do maior número de assassinatos e agressões contra pessoas trans no mundo.
Nos últimos anos, um fenômeno preocupante vem ganhando força, impulsionado pelo discurso de setores evangélicos fundamentalistas alinhados à direita conservadora. Diversas igrejas, entre elas a Libertos por Deus, liderada pelo pastor Flavio Amaral, têm promovido terapias de conversão altamente controversas, na tentativa de modificar a identidade de pessoas trans e gays.
O que são as terapias de conversão e seus impactos
Essas práticas, que vêm sendo amplamente rejeitadas pela comunidade científica e pelos direitos humanos, tentam impor uma cisnormatividade que nega a diversidade de gênero e sexualidade. O efeito dessas terapias é devastador: além do sofrimento psicológico intenso, aumentam os riscos de violência, exclusão social e até suicídio entre as pessoas trans.
Em um contexto onde o preconceito ainda é alimentado por discursos de ódio, essas terapias funcionam como instrumentos de opressão, naturalizando a transfobia e violando direitos básicos. A busca por “cura” ou “conserto” da identidade trans ignora a legitimidade das vivências e existências dessas pessoas.
A resistência e a esperança da comunidade LGBTQIA+
Apesar do cenário adverso, o movimento LGBTQIA+ no Brasil segue firme na luta por reconhecimento, respeito e políticas públicas que garantam segurança, saúde e inclusão. Organizações e ativistas denunciam as terapias de conversão e promovem espaços afirmativos que acolhem e fortalecem as pessoas trans.
A visibilidade crescente e o diálogo aberto sobre saúde mental e direitos humanos são essenciais para desmantelar essas práticas abusivas e construir uma sociedade mais justa e plural.
O alerta sobre as terapias de conversão no Brasil reforça a urgência de enfrentar o fundamentalismo religioso que tenta impor uma visão estreita e excludente, colocando em risco a vida das pessoas trans. É fundamental que a sociedade, o poder público e a mídia se posicionem contra essas violações, promovendo respeito à diversidade e à liberdade de ser.
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