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Texas pode aplicar lei que restringe shows de drag em público

Texas pode aplicar lei que restringe shows de drag em público

Tribunal de apelação autoriza execução de lei que limita apresentações de drag em locais públicos e diante de crianças

Um tribunal federal de apelação decidiu que o Texas pode aplicar uma lei de 2023 que proíbe apresentações de drag em locais públicos ou na presença de crianças, embora os juízes reconheçam que nem todos os shows de drag são afetados pela medida.

A Lei do Senado 12 proíbe performers de drag de dançar de forma sugestiva ou usar próteses específicas em propriedades públicas ou diante de menores. Proprietários de estabelecimentos que permitirem essas apresentações podem ser multados em até US$ 10.000, e os artistas que violarem a lei podem responder por crime de menor potencial.

Na última quinta-feira, um painel de três juízes do Tribunal de Apelação do Quinto Circuito dos EUA reverteu uma decisão anterior que havia considerado a lei inconstitucional, e devolveu o caso para análise na instância inferior. O tribunal concluiu que a maioria dos autores da ação, incluindo artistas de drag, produtoras e grupos de orgulho LGBTQIA+, não planejava realizar “performances sexualmente orientadas” e, portanto, não seriam prejudicados pela restrição voltada a danças explícitas.

Além disso, o tribunal sugeriu que nem todos os shows de drag são sexualmente explícitos, e portanto, não estariam abrangidos pela proibição.

Contexto e controvérsias

Em setembro de 2023, o juiz distrital David Hittner considerou a lei inconstitucional, afirmando que ela viola a Primeira Emenda e poderia restringir atividades como teatro e dança ao vivo.

Críticos da lei argumentam que os legisladores republicanos tentam rotular todas as apresentações de drag como sexualmente explícitas, em meio a uma ofensiva contra esses shows no Texas e em outros estados.

O tribunal identificou que algumas performances descritas por uma produtora de drag são possivelmente sexualmente explícitas, embora não especifique quais ações específicas estariam incluídas.

Um dos exemplos citados no processo inclui performers sentando no colo de clientes usando tangas, gesticulando com próteses e exibindo o peito de forma provocativa. O juiz Kurt Engelhardt, em nota de rodapé, manifestou dúvidas sobre se essas ações seriam protegidas constitucionalmente, especialmente na presença de menores. O juiz Leslie Southwick concordou, enquanto o juiz James Dennis discordou parcialmente.

Reações e próximos passos

O procurador-geral do Texas, Ken Paxton, elogiou a decisão, afirmando que continuará defendendo a proteção das crianças contra performances eróticas e inapropriadas.

Por outro lado, os autores da ação e a ACLU do Texas consideraram o veredito “desolador”, mas afirmaram que não desistirão da luta pela liberdade artística e pelos direitos da comunidade LGBTQIA+ no estado.

“A Primeira Emenda protege todas as expressões artísticas, incluindo drag. Não vamos parar até que essa lei inconstitucional seja derrubada de vez”, declararam em comunicado conjunto.

Essa decisão judicial no Texas marca mais um capítulo da batalha política e cultural em torno da liberdade de expressão artística e dos direitos LGBTQIA+ nos Estados Unidos, refletindo tensões que reverberam também em outras regiões.

Para a comunidade LGBTQIA+, o debate sobre a lei que restringe shows de drag no Texas simboliza a resistência contra tentativas de marginalização e censura. A luta pela garantia do direito de existir e se expressar em espaços públicos é parte vital da afirmação identitária e da visibilidade que o drag representa.

Essa batalha legal e social revela como o drag, mais do que um espetáculo, é um ato político e cultural que desafia normas e promove a diversidade. A repercussão dessa decisão no Texas deve inspirar a comunidade a continuar reivindicando espaços de liberdade e autenticidade, mesmo diante de adversidades.

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