DJ não-binária critica cantora irlandesa por comentários transfóbicos e defende a comunidade trans
A recente polêmica envolvendo a cantora irlandesa Roisin Murphy reacende o debate sobre transfobia no meio artístico. A DJ e produtora não-binária The Blessed Madonna não hesitou em responder com contundência às declarações de Murphy, que classificou as identidades trans e não-binárias como uma “moda” passageira e desconsiderou a legitimidade dessas vivências.
Uma crítica direta e necessária
Roisin Murphy causou indignação após divulgar um gráfico contestado que sugeria uma queda no número de jovens que se identificam como trans ou não-binários. Além disso, referiu-se aos ativistas trans como uma “multidão” hostil, alimentando discursos transfóbicos que culminaram em sua exclusão do festival Back In Town.
Em resposta, The Blessed Madonna usou as redes sociais para desmentir veementemente as alegações de Murphy, classificando-as como “analfabetas” em relação à ciência, história e cultura trans. A DJ, que se identifica com pronomes she/her/they/them, ressaltou a importância de buscar conhecimento além das redes sociais e dos comentários superficiais.
Desconstruindo mitos e ignorância
A crítica de The Blessed Madonna foi incisiva: “Você pensa que ser trans é uma moda, que é algo novo. E isso é porque você é estúpida”, afirmou. Ela lembrou que o desconhecimento de Murphy a impede de compreender a profundidade e a história da luta trans, incluindo episódios sombrios como a destruição do Instituto de Ciência Sexual na Alemanha nazista em 1933, onde pesquisas pioneiras sobre sexualidade foram queimadas.
Além disso, a DJ destacou as contradições de Murphy, que já se gabou de viagens aos Estados Unidos para praticar tiro ao alvo, enquanto permanece em silêncio diante de crises humanitárias como a situação em Palestina, onde ambas estiveram.
O impacto cultural do debate
Este episódio revela o quanto a transfobia ainda se infiltra em espaços culturais e como figuras públicas podem influenciar percepções sobre a comunidade LGBTQIA+. A posição firme de The Blessed Madonna é um lembrete poderoso de que o conhecimento, a empatia e o ativismo são armas essenciais contra a desinformação e o preconceito.
Para o público LGBTQIA+, especialmente trans e não-binário, essa resposta vigorosa representa uma reafirmação da dignidade e da existência legítima. A troca entre essas artistas evidencia a urgência de continuar educando e desafiando narrativas que ameaçam os direitos e a visibilidade trans.
Mais do que um embate entre personalidades, esta situação reflete um momento crucial para a cultura queer: a necessidade de união, respeito e aprofundamento no entendimento das identidades que compõem nossa diversidade. Que possamos, como comunidade, seguir fortalecendo nossa voz e garantindo espaços seguros para todas as existências.
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