Inquérito revela que The Vivienne morreu após overdose de cetamina, trazendo à tona sua batalha contra o vício e o amor de fãs e amigos
O mundo drag e LGBTQIA+ perdeu uma de suas vozes mais brilhantes e queridas. The Vivienne, estrela do RuPaul’s Drag Race UK e símbolo de resistência e talento, foi encontrada morta em sua banheira, após dois dias desaparecida. Amigos preocupados não conseguiam contato e uma vizinha, por fim, entrou na casa com a chave reserva, encontrando a drag queen já sem vida, cercada por cinco sacos vazios de cetamina.
Conhecido pelo nome de James Lee Williams, The Vivienne usava pronomes they/them e carregava anos de sobriedade, mas infelizmente havia recaído recentemente. Um amigo próximo relatou que, apesar da luta contra o vício, a substância nunca definiu quem The Vivienne era: uma pessoa cheia de projetos, sonhos e um legado artístico imenso.
Um talento que encantou o Reino Unido e o mundo
Nascido em Colwyn Bay, no País de Gales, James descobriu a arte drag ainda jovem, inspirado por ícones como Lily Savage. Mudou-se para Liverpool aos 16 anos para seguir sua paixão, inicialmente trabalhando como maquiador. O nome artístico The Vivienne nasceu da admiração pela estilista Vivienne Westwood e do estilo marcante que desenvolveu.
Em 2019, The Vivienne conquistou o público ao vencer a primeira temporada britânica do RuPaul’s Drag Race, tornando-se um símbolo de representatividade LGBTQIA+. Sua carreira incluiu participações em programas como RuPaul’s Drag Race All Stars nos EUA e Dancing On Ice, onde foi a primeira drag queen a competir, chegando à final em 2023.
O silêncio por trás da fama: a batalha contra a cetamina
Apesar do sucesso, James enfrentava um desafio duro: o vício em cetamina. Eles chegaram a afirmar que a droga era seu “café da manhã, almoço e jantar” em fases de dependência. Após buscar ajuda em centros de reabilitação, parecia estar em um momento promissor, com projetos e sonhos pela frente.
Entretanto, o inquérito revelou que a overdose aguda da substância levou à parada cardiorrespiratória que causou sua morte. Amigos e familiares, emocionados, ressaltaram que a morte foi um acidente, uma tragédia não intencional, e que James jamais quis que esse fosse seu fim.
Legado de amor, arte e conscientização
Em meio à dor da perda, a família de The Vivienne decidiu transformar o luto em luta. A irmã Chanel Williams falou sobre a importância de quebrar o estigma do vício e ampliar a conscientização sobre os riscos da cetamina, buscando até mesmo sua reclassificação para alertar jovens e famílias.
O impacto da morte da drag queen foi sentido em toda a comunidade LGBTQIA+, com fãs, amigos e celebridades prestando homenagens. Seu público celebrou não apenas seu talento artístico, mas também sua coragem em expor suas vulnerabilidades, inspirando muitos que enfrentam batalhas semelhantes.
Hoje, o que fica é a lembrança de uma estrela que brilhou intensamente, que lutou com sinceridade e que, mesmo no silêncio da dor, deixou um legado de amor, arte e resistência para toda a comunidade.
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