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TJAC arquiva denúncia de homofobia contra Tião Bocalom

Tribunal rejeita ação do MP que acusava prefeito de Rio Branco por críticas ao ‘Papai Noel Gay’
TJAC arquiva denúncia de homofobia contra Tião Bocalom

Tribunal rejeita ação do MP que acusava prefeito de Rio Branco por críticas ao ‘Papai Noel Gay’

O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) tomou uma decisão importante para a política e para a comunidade LGBTQIA+ do estado. De forma unânime, os desembargadores rejeitaram a denúncia do Ministério Público Estadual contra o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, no processo que o acusava de homofobia em razão de críticas feitas ao projeto cultural conhecido como “Papai Noel Gay”.

A polêmica começou em dezembro de 2021, quando Tião Bocalom, então ainda não prefeito, deu uma entrevista ao podcast Boa Conversa na qual posicionou-se contra o evento, que visava promover diversidade e inclusão na celebração natalina. O Ministério Público entendeu que as declarações configuravam discriminação contra a população LGBTQIA+ e apresentou denúncia pedindo indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 350 mil.

Decisão judicial e repercussão

Na 17ª Sessão Ordinária do Tribunal Pleno, realizada em 13 de agosto de 2025, o relator do processo, desembargador Samoel Evangelista, considerou que não havia elementos jurídicos suficientes para manter a acusação. O colegiado acompanhou o voto, arquivando o processo e desconsiderando as mídias digitais apresentadas como prova.

O presidente da sessão, desembargador Laudivon Nogueira, destacou que não houve enquadramento legal que justificasse a continuidade da ação. Com esse desfecho, Tião Bocalom se livra do processo que, segundo ele, foi motivado por divergências ideológicas e não por fatos concretos.

Impacto para a comunidade LGBTQIA+

O caso do “Papai Noel Gay” gerou ampla repercussão e mobilizou diversas entidades de defesa dos direitos humanos e grupos LGBTQIA+ no Acre e nacionalmente. A decisão do TJAC, embora tenha arquivado a denúncia, reacende o debate sobre a importância de combater discursos que possam incentivar preconceito e discriminação.

Para a população LGBTQIA+, essa sentença representa um alerta sobre os desafios que ainda existem para assegurar respeito, liberdade e igualdade. É fundamental que a sociedade permaneça atenta e engajada na luta contra a homofobia, garantindo que expressões culturais que promovam diversidade sejam celebradas e protegidas.

O episódio deixa claro que, mesmo em meio a tensões ideológicas, o diálogo e o respeito aos direitos humanos devem prevalecer, especialmente em espaços públicos como a capital acreana. Rio Branco, Acre, segue sendo palco de debates que refletem as complexidades da convivência democrática e da busca por inclusão social.

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