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Totó la Momposina: o legado que atravessou gêneros e fronteiras

Influência da cantora colombiana ecoa no hip hop, eletrônico e pop, conectando ritmos afrocaribenhos ao mundo
Totó la Momposina: o legado que atravessou gêneros e fronteiras

Influência da cantora colombiana ecoa no hip hop, eletrônico e pop, conectando ritmos afrocaribenhos ao mundo

Sonia María Bazanta Vides, mais conhecida como Totó la Momposina, não foi apenas uma cantora de música folclórica colombiana; ela foi uma ponte sonora que uniu o Caribe colombiano ao mundo inteiro. Seu falecimento reacendeu não só a memória de suas canções, mas também a reverência pelo impacto profundo que sua obra exerceu sobre gêneros musicais globais, especialmente o hip hop, a música eletrônica e o pop experimental.

De raízes afrocolombianas ao hip hop internacional

O álbum La Candela Viva, lançado em 1993 pelo selo Real World Records de Peter Gabriel, foi um marco que levou os ritmos tradicionais da cumbia e do bullerengue para os palcos internacionais. Produtores de hip hop e música eletrônica começaram a samplear gravações originais de Totó, levando os sons do tambor e da voz caribenha para audiências na Europa e nos Estados Unidos.

Um dos exemplos mais emblemáticos é o do rapper norte-americano 50 Cent, que incorporou elementos da canção “La Verdolaga” no seu hit “Get Down” (álbum The Massacre, 2005). Essa fusão fez com que a tradição afrocolombiana dialogasse com o hip hop americano, ampliando o alcance cultural da obra de Totó.

Da mesma forma, Jay-Z sampleou a mesma música em “Blue’s Freestyle/We Family”, onde sua filha Blue Ivy também participa, e o produtor Rich Boy usou trechos para o single “Get To Poppin'”. Esses movimentos evidenciam como a voz e os ritmos da rainha da cumbia ganharam espaço nas batidas urbanas globais.

Música eletrônica e fusões contemporâneas

O legado de Totó la Momposina também floresceu na música eletrônica. O produtor suíço Michel Cleis lançou em 2009 o sucesso “La Mezcla”, que mescla fragmentos vocais e percussivos das canções “Curura” e “El Pescador”. Nos Estados Unidos, Timbaland utilizou samples não creditados de “Curura” em “Indian Flute”.

Em 2019, a colaboração entre Major Lazer e J Balvin no hit “Que Calor” resgatou elementos de “Curura”, levando o espírito do Caribe colombiano para as pistas de dança ao redor do mundo. Mais recentemente, em 2024, a canção “Alibi”, de Sevdaliza com Pabllo Vittar e Yseult, também incorporou um sample da música “Rosa” de Totó, reafirmando sua influência em artistas que celebram a diversidade e a fusão cultural.

O impacto na cena musical colombiana

Dentro da Colômbia, DJs e produtores como Funk Tribu e Mario Ochoa homenageiam Totó la Momposina, misturando suas gravações clássicas em apresentações de house e tech house, conectando gerações e reafirmando a riqueza da cultura afrocaribenha na música eletrônica contemporânea.

Essa integração de tambores, gaitas e vozes caribenhas em produções musicais diversas mostra a força expansiva do legado de Totó la Momposina, que continua a inspirar e dialogar com novas cenas e públicos ao redor do planeta.

O legado de Totó la Momposina ultrapassa o simples ato de cantar; é uma celebração da ancestralidade afro-latina que pulsa em cada batida e sample, ressoando nas pistas, nas rádios e nos corações de quem valoriza a diversidade cultural. Sua voz, agora eterna, é um convite à conexão entre identidades, ritmos e histórias, reforçando a importância da representatividade e do orgulho de nossas raízes dentro da comunidade LGBTQIA+ e além.

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