Ator critica moralismos falsos e reforça importância do respeito às diferenças na sociedade
Na pele de um coronel moralista na nova versão da novela Dona Beja, que está no ar pela TV Tribuna/Band, o ator Tuca Andrada, de 61 anos, reflete sobre o persistente machismo, racismo e homofobia que ainda permeiam a sociedade brasileira. Em entrevista, ele denuncia a hipocrisia de muitos que se dizem defensores da moral, mas que na prática reproduzem comportamentos retrógrados e excludentes.
“É só olhar ao redor: está cheio desses falsos moralistas. Nos últimos anos, vimos muitas pessoas que pregam a moral, mas acabam envolvidos em escândalos, seja com crianças ou desvio de dinheiro”, comenta o ator. Para Tuca, esse tipo de personagem é como um ‘playboyzinho do século 19’, preocupado apenas consigo mesmo e alheio ao coletivo.
Um chamado à tolerância
O artista ressalta que o mundo enfrenta um retrocesso em relação à aceitação das diferenças. “Ainda existe muita repressão e falta de tolerância. Você não precisa aceitar tudo, não é obrigado a achar normal duas pessoas do mesmo sexo se amarem. Mas também não pode interferir na vida do outro, porque a sua verdade não é a verdade de todo mundo. Precisamos aprender a tolerar, pois o outro é sempre diferente de você.”
Inspirado por uma palestra do escritor José Saramago, Tuca destaca a importância do respeito mútuo: “Ele dizia ‘amai-vos uns aos outros’, mas eu prefiro a ideia de ‘tolerai-vos uns aos outros’, porque é mais realista. Tenho que respeitar o outro como ser humano. É necessário ter tolerância pela diferença.”
Além da novela: atuação e representatividade
Além do papel em Dona Beja, Tuca Andrada integra o elenco da série Emergência Radioativa, disponível na Netflix, e protagoniza a peça Let’s Play That ou Vamos Brincar Daquilo, onde interpreta o poeta e compositor Torquato Neto. Sua trajetória artística é marcada por personagens complexos e por um posicionamento aberto em relação à diversidade e à inclusão.
Para a comunidade LGBTQIA+, as palavras de Tuca Andrada reforçam a necessidade de combater preconceitos e fortalecer o diálogo sobre respeito e igualdade. O ator, com sua voz e visibilidade, contribui para desconstruir estereótipos e promover uma cultura de acolhimento.
Em tempos onde discursos de ódio ainda ganham espaço, ouvir figuras públicas como Tuca é essencial para estimular a empatia e a reflexão social. Sua mensagem é um convite à tolerância verdadeira, que reconhece e celebra a pluralidade humana.
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