Vencedor controverso do Drag Race acusa RuPaul e produção de campanha para destruir sua carreira
Tyra Sanchez, vencedor da segunda temporada do RuPaul’s Drag Race, decidiu romper o silêncio e anunciou que pretende processar RuPaul, Michelle Visage e a produtora World of Wonder. A drag queen acusa os envolvidos de promoverem uma campanha sistemática de difamação e assédio, que teria causado danos emocionais graves e prejudicado sua carreira por mais de uma década.
Uma luta contra o apagamento e a hostilidade
Em uma declaração detalhada compartilhada nas redes sociais, Tyra afirmou que RuPaul e Michelle Visage atuaram juntos para manchar sua imagem, usando estratégias que incluíram difamação, distorção da verdade e interferência direta em suas oportunidades profissionais. Entre os exemplos citados, está uma declaração de Visage durante a promoção da terceira temporada, sugerindo que a vitória de Tyra foi injusta e que a preferida deveria ter sido outra participante, Raven. Isso, segundo Tyra, alimentou um sentimento negativo que gerou anos de ataques online e exclusão do meio artístico.
Outro episódio destacado é o polêmico evento DragCon de 2018, quando Tyra alertou os fãs para não comparecerem ao evento, levantando suspeitas e gerando uma investigação policial após a produtora World of Wonder registrar uma denúncia alegando ameaças graves. Essa situação levou a uma série de humilhações públicas, ameaças de morte e até mesmo envolvimento do FBI, segundo o relato do artista.
Repercussões e o impacto na comunidade drag
O processo também menciona um vídeo viral de um desafio de atuação, no qual RuPaul teria dado um tapa em Tyra, episódio que foi relembrado após comentários polêmicos feitos por Tyra sobre a morte da drag britânica The Vivienne. Tyra alega que a divulgação desse material foi uma provocação calculada para reacender o ódio público contra si.
Tyra Sanchez, hoje com 37 anos, é uma figura polarizadora na comunidade drag. Desde a vitória no programa em 2010, enfrentou diversas controvérsias, incluindo sua exclusão do DragCon em 2018 e passagens pela polícia por incidentes como vandalismo e suposta agressão a um oficial. Em 2025, suas declarações sobre The Vivienne geraram críticas e debates intensos.
Até o momento, o processo não foi formalmente apresentado, mas Tyra decidiu divulgar a minuta do documento para garantir transparência e evitar interpretações distorcidas da sua história.
Reflexões sobre representatividade e justiça
Essa situação levanta questões profundas sobre como figuras LGBTQIA+ e drag queens são tratadas dentro da própria indústria que as celebra. O caso de Tyra Sanchez evidencia como disputas pessoais e políticas internas podem se transformar em batalhas públicas, afetando a saúde mental e a trajetória profissional dos artistas.
Para a comunidade LGBTQIA+, esse episódio serve como um alerta para a importância do acolhimento, do respeito e do reconhecimento das dificuldades enfrentadas por aqueles que desafiam padrões e lutam por visibilidade. A busca por justiça de Tyra é também um chamado para que espaços de expressão queer sejam ambientes de apoio e não de exclusão.
No fim das contas, a história de Tyra Sanchez é um espelho das contradições do mundo drag: um universo vibrante e transformador, mas também marcado por conflitos que refletem as tensões sociais maiores. A luta por respeito e dignidade dentro desse cenário é contínua e merece nossa atenção e solidariedade.
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