Organização reafirma que libertação LGBTQIA+ só será plena com justiça social e direitos universais
No último sábado, a UNA-LGBT comemorou uma década de resistência, luta e transformação socialista em um ato político-cultural no Dilogia Casa da Diversidade, na Bela Vista, São Paulo (SP). O evento reuniu militantes históricos, ativistas, artistas e representantes de movimentos sociais, reafirmando o compromisso da organização com a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
Desde sua fundação em 2015, a UNA-LGBT se firmou como uma das principais vozes do movimento LGBTQIA+ com perspectiva classista no Brasil. A organização denuncia a mercantilização das pautas e a cooptação das lutas por parte do capitalismo, reafirmando que "não existe liberdade sexual sem libertação social".
Resistência contra a mercantilização e a LGBTfobia
O manifesto lançado durante a celebração denuncia o chamado "pink money" como uma falsa solução que transforma nossas existências em mercadorias para lucro empresarial e marketing governamental, enquanto negligencia políticas públicas estruturais. A UNA-LGBT critica o aumento da violência LGBTfóbica, especialmente em São Paulo, que abriga a maior Parada do Orgulho LGBTQIA+ do mundo, mas também é palco de altos índices de agressões contra pessoas LGBTQIA+.
Compromisso com a classe trabalhadora e direitos universais
A UNA-LGBT reafirma sua luta junto à classe trabalhadora, defendendo direitos como educação pública de qualidade, jornada de trabalho justa, taxação das grandes fortunas e redução do imposto para os menores salários. A organização defende que a dignidade, saúde, educação, cultura e moradia sejam direitos universais, e não privilégios de consumo, mantendo firme sua visão socialista para a libertação completa da população LGBTQIA+.
Ao longo desses dez anos, a UNA-LGBT enfrentou golpes, resistiu às opressões e construiu uma trajetória marcada pela diversidade, incluindo travestis, pessoas trans, bissexuais, lésbicas, gays, intersexuais, não-bináries, corpos gordos, pretos, indígenas e periféricos. A organização rejeita a moral conservadora e o oportunismo neoliberal, priorizando a autonomia, a base e a radicalidade como pilares fundamentais.
Uma década de luta e esperança
A celebração dos 10 anos da UNA-LGBT foi também um momento para reafirmar que a luta por direitos e por uma sociedade socialista segue mais necessária do que nunca. Em um cenário de crescente autoritarismo e conservadorismo, a UNA-LGBT se posiciona como uma trincheira de afeto, consciência e resistência popular, inspirando o amor revolucionário e a unidade para construir um futuro onde amar e lutar sejam os maiores atos políticos.
Assim, a UNA-LGBT reforça seu papel essencial dentro do movimento LGBTQIA+ e das lutas sociais no Brasil, mostrando que a verdadeira liberdade sexual está intrinsicamente ligada à libertação social e econômica de todxs.
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