Conheça homens reais perto de você

Quer conhecer caras agora? Vem pro Disponivel.com

  • ✔️ Perfis com vídeos, fotos e live cam
  • 📍 Encontros por proximidade
  • 🔥 Bate-papo por região 24h
Entrar grátis e ver quem tá online
Menu

A Capa é um portal LGBT+ com notícias atualizadas sobre cultura, entretenimento, política, diversidade e a comunidade LGBTQIA+. Confira os destaques de hoje.

in

Urning e Urningin: ressignificando a linguagem queer desde 1864

Urning e Urningin: ressignificando a linguagem queer desde 1864

Exposição em The Hague resgata o termo histórico para corpos e desejos LGBTQIA+, unindo gerações na luta por direitos e identidade

Em um momento em que a linguagem que usamos para falar de sexualidade e identidade continua sendo uma arena de disputa e afirmação, a exposição “Urning & Urningin. Language and Desire since 1864”, realizada no Nest, em The Hague, na Holanda, nos convida a revisitar um termo histórico que antecede o uso da palavra “homossexual” nos discursos médicos: o Urning.

Em 1864, o advogado alemão Karl Heinrich Ulrichs criou o termo Urning para nomear a si mesmo e a outros que, embora tivessem corpos masculinos, sentiam uma atração romântica e sexual por homens, assumindo uma “alma feminina”. Inspirado na mitologia grega, o nome evocava Afrodite Urânia, simbolizando um amor que desafiava as normas de seu tempo. Em 1867, Ulrichs fez história ao defender publicamente o amor entre homens perante um congresso de juristas alemães, posicionando-se como um dos pioneiros na luta pela visibilidade e direitos da comunidade que hoje reconhecemos como LGBTQIA+.

Um diálogo entre passado e presente

A exposição organiza um espaço de diálogo entre documentos originais, pesquisas acadêmicas e obras contemporâneas de artistas queer, que juntas formam uma constelação de histórias intergeracionais e práticas de cuidado coletivo. Ao transpor arquivos, fotografias e registros jurídicos para o ambiente artístico, o curador e artista Philipp Gufler propõe uma temporalidade não linear, onde passado e presente se entrelaçam para fortalecer a resistência contra ideologias fascistas e discursos que criminalizam e patologizam corpos dissidentes.

Nas obras expostas, a linguagem surge tanto como instrumento de opressão quanto de libertação. Poemas de CAConrad, por exemplo, evocam o luto coletivo pelas vítimas da crise da AIDS, enquanto as esculturas de Louwrien Wijers celebram a autodefinição e o orgulho queer. Os desenhos de Eli Hill conectam a trajetória de Ulrichs a figuras trans pioneiras como Reed Erickson, enquanto o vídeo de Sharan Bala — artista intersexo — confronta a violência médica e social sofrida por corpos que escapam às normas binárias, ressignificando a identidade através do olhar e da presença.

Reivindicação e pertencimento

Ao resgatar o termo Urning, a exposição não apenas recupera uma palavra esquecida, mas também uma forma de pensar e sentir o desejo que desafia a normatividade. Ela nos lembra que a luta por direitos e reconhecimento é construída por múltiplas gerações que se apoiam umas nas outras, e que o passado guarda recursos vitais para o presente.

O trabalho de Cosy Pièro, artista queer lendário de Munique, traz uma sensibilidade punk e colaborativa que reforça a importância da comunidade e da solidariedade intergeracional. Já o vídeo de Gufler, que intercala imagens históricas e cenas contemporâneas, evoca a complexidade da identidade queer e a necessidade constante de reinvenção e resistência.

Essa exposição em The Hague é um convite a refletirmos sobre como a linguagem molda nossas experiências e como podemos resgatar termos que nos permitem afirmar nossas existências com orgulho e autonomia. É um lembrete poderoso de que nomear é também um ato político e de sobrevivência.

No contexto atual, onde discursos de ódio e apagamentos ainda ameaçam a diversidade sexual e de gênero, a redescoberta do Urning representa uma vitória simbólica para a comunidade LGBTQIA+. Ela reafirma que, embora os tempos mudem, a busca por reconhecimento e amor próprio permanece urgente e necessária.

Para a comunidade LGBTQIA+, revisitar e ressignificar termos históricos como Urning é mais que um exercício acadêmico: é uma forma de se conectar com ancestrais, fortalecer laços e inspirar novas formas de existência e luta. Esta exposição celebra essa continuidade e nos lembra que a liberdade de amar e ser é um direito conquistado com coragem e solidariedade.

Que tal um namorado ou um encontro quente?

Conheça homens reais perto de você

Quer conhecer caras agora? Vem pro Disponivel.com

  • ✔️ Perfis com vídeos, fotos e live cam
  • 📍 Encontros por proximidade
  • 🔥 Bate-papo por região 24h
Entrar grátis e ver quem tá online
Sair da versão mobile