Denúncia aponta ofensas e comportamento incompatível com mandato em Cacequi, RS
Em Cacequi, cidade da região de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, o vereador Igor Moreira Feix, do Republicanos, está no centro de uma polêmica grave que pode abalar sua trajetória política. Ele foi alvo de uma representação por quebra de decoro parlamentar, protocolada na Câmara Municipal por um eleitor da cidade, Diego Ferreira Ozorio. A denúncia detalha uma série de comportamentos e declarações que, se confirmados, ferem diretamente a ética e o respeito que o cargo exige.
Acusações que chocam a comunidade
O documento acusa o vereador de participar de grupos de WhatsApp onde teriam sido feitas ofensas homofóbicas, relacionadas a um caso de agressão ocorrido durante o Carnaval de 2026. A situação é ainda mais delicada porque a vítima chegou a ser hospitalizada, e o parlamentar teria ironizado o episódio em redes sociais, o que gerou revolta entre moradores e ativistas locais.
Além disso, a representação inclui vídeos que mostram o vereador aparentemente em estado alterado em locais públicos e relatos sobre um acidente de carro – um capotamento no centro da cidade. Também foram anexados prints onde o vereador teria chamado eleitores de “inúteis”, um comportamento incompatível com o mandato que deveria representar o povo com respeito e responsabilidade.
O que a denúncia pede
O autor da denúncia solicita que a Câmara Municipal receba o documento, realize a leitura oficial em plenário e instaure uma Comissão de Ética para apurar os fatos. Caso as acusações sejam confirmadas, o vereador poderá ser advertido, suspenso ou até mesmo ter o mandato cassado, conforme previsto na Lei Orgânica do município e no Regimento Interno da Casa Legislativa.
O processo prevê ainda a notificação do vereador para que apresente sua defesa, garantindo o direito ao contraditório e à ampla defesa, antes de qualquer decisão final.
Contexto e impacto
Quebras de decoro envolvendo ofensas homofóbicas não são apenas uma afronta à ética parlamentar, mas também um golpe direto contra a dignidade e os direitos da comunidade LGBTQIA+. Em um momento em que a luta por respeito e inclusão ganha cada vez mais espaço, episódios como esse reforçam a urgência de fiscalização e responsabilidade por parte dos representantes eleitos.
O caso em Cacequi serve como alerta para toda a sociedade, mostrando que o combate à discriminação deve ser permanente e que o mandato público exige compromisso real com a diversidade e o respeito às diferenças.
É fundamental que a comunidade LGBTQIA+ e seus aliados acompanhem de perto o desenrolar desse processo, pois ele simboliza uma luta maior por reconhecimento e justiça. Que a denúncia possa fortalecer a voz daqueles que não aceitam mais o silêncio diante da homofobia e da intolerância dentro das casas legislativas.