Estrela do RuPaul’s Drag Race compartilha diagnóstico e superação de condição que mudou sua vida
Kevin Grogan, conhecido pelo nome artístico Veronica Green no RuPaul’s Drag Race UK, abriu o coração pela primeira vez sobre seu diagnóstico de esclerose múltipla (EM), uma condição neurológica que afetou profundamente seu corpo e sua vida.
Em outubro de 2024, Kevin revelou aos fãs pelo Instagram que vinha enfrentando sintomas preocupantes, como a perda de sensibilidade na bexiga, o que o levou a buscar ajuda médica urgente. O diagnóstico não foi imediato: após diversas ressonâncias magnéticas e uma punção lombar, veio a confirmação da esclerose múltipla, uma doença que afeta o cérebro e a medula espinhal, comprometendo movimentos, sensações e funções cognitivas.
Um choque que virou força e ativismo
Com 40 anos, Kevin enfrentou um processo de deterioração física que o deixou sem conseguir usar as mãos, com braços fracos e dificuldades para caminhar. “Não havia garantias de que meu corpo voltaria ao ‘normal'”, contou, ressaltando o impacto emocional do diagnóstico. O apoio do parceiro e da comunidade foi fundamental durante os meses de recuperação, que foram marcados por dores neuropáticas, fadiga intensa e dependência para tarefas básicas.
Ao recuperar gradualmente a mobilidade das mãos, Veronica decidiu compartilhar sua história para conscientizar outras pessoas sobre a esclerose múltipla, especialmente porque a doença é muitas vezes invisível e pouco compreendida.
Contribuição e representatividade
Atualmente envolvido em uma campanha com a MS Society, a principal instituição britânica que apoia pessoas com esclerose múltipla, Kevin também participa do 24 Hour Musical, uma iniciativa para arrecadação de fundos para pesquisas e suporte aos afetados pela doença.
“Cada pessoa com EM é impactada de forma única e, por isso, levantar recursos para a MS Society é algo muito importante para mim”, afirmou. O artista, que se define como uma “Lancashire lass”, lembra ainda que sua trajetória como drag queen e ativista o impulsiona a usar sua visibilidade para ampliar o diálogo sobre saúde e diversidade.
Impacto na comunidade LGBTQIA+
A experiência de Veronica Green ressoa fortemente na comunidade LGBTQIA+, que muitas vezes enfrenta desafios adicionais no acesso a cuidados de saúde adequados e na luta contra o estigma. Sua coragem em expor vulnerabilidades e dar voz a uma causa tão delicada fortalece o sentimento de pertencimento e solidariedade.
Ao compartilhar sua jornada, Veronica não só inspira pessoas que vivem com condições crônicas como a esclerose múltipla, mas também reafirma a importância de espaços seguros e inclusivos para que todas as identidades possam se expressar e se cuidar.
Essa história é um lembrete poderoso de que saúde e representatividade caminham lado a lado. A luta de Veronica Green pela visibilidade da esclerose múltipla dentro e fora do palco abre portas para conversas essenciais sobre inclusão, empatia e autocuidado na comunidade LGBTQIA+.
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