Costelinha, resgatado nas ruas de Fortaleza, viajou mais de 7 mil km até Zurique após adoção. Saiba por que a história comoveu o Brasil.
O vira-lata caramelo Costelinha, que vivia nas ruas do bairro Jóquei Clube, em Fortaleza, chegou a Zurique, na Suíça, na quarta-feira (8), depois de ser adotado por um casal formado por uma cearense e um suíço. A história viralizou no Brasil nesta semana por reunir dois elementos que mexem com o imaginário popular: o símbolo afetivo do cachorro sem raça definida e uma reviravolta real de cuidado, resgate e adoção.
Segundo informações publicadas pelo g1 Ceará, Costelinha morava na rua até novembro do ano passado e percorreu mais de 7 mil quilômetros até o novo lar. O cão foi adotado por Tais Marthalle, que vive na Suíça com o marido, Roma Marthalle, e já está em processo de adaptação à nova casa, de acordo com Nayana Soares, irmã de Tais.
Por que o vira-lata caramelo entrou em alta no Brasil?
O termo “vira-lata caramelo” costuma mobilizar buscas porque vai além de um cachorro específico: ele virou um ícone da cultura brasileira, associado à fofura, à resistência e à realidade de milhares de animais abandonados no país. Quando uma história como a de Costelinha ganha repercussão, ela ativa esse imaginário coletivo quase imediatamente.
Neste caso, o interesse cresceu porque a trajetória do animal parece roteiro de filme, mas é documentada. Costelinha saiu das ruas de Fortaleza para uma nova vida em Zurique, após um processo cuidadoso e burocrático exigido pelo governo suíço. A combinação de resgate, afeto e mudança internacional explica por que o assunto apareceu entre os temas em alta no Google Trends Brasil.
Também pesa o fator emocional. Em redes sociais, histórias de adoção responsável costumam receber grande engajamento, especialmente quando envolvem animais que passaram por abandono ou violência. O caso de Costelinha toca justamente nesse ponto: ele não foi apenas “escolhido”, mas acompanhado, tratado e preparado até conseguir viajar em segurança.
Como foi o resgate e a ida de Costelinha para Zurique?
Costelinha começou a ser acompanhado pelo grupo de voluntários Vira-latas do Bem em abril de 2025. Naquele momento, uma voluntária percebeu que ele estava ferido depois de um ataque de dois cães maiores nas ruas do bairro Jóquei Clube. A partir daí, o animal passou a receber água, comida e cuidados regulares.
Meses depois, em outubro do ano passado, ele desapareceu do ponto onde costumava ficar. Após semanas de procura, foi localizado na Avenida Beira-Mar de Fortaleza, a cerca de 13 quilômetros de distância. Mesmo depois disso, continuou sendo assistido pelo grupo de proteção animal.
Com a decisão da adoção, Costelinha passou a viver temporariamente na casa de Nayana Soares, descrita na reportagem como sua “tia pet”, enquanto a documentação para a viagem era concluída. Esse período foi importante para garantir que ele estivesse saudável e apto a entrar no país europeu.
Quais exigências foram cumpridas?
De acordo com Nayana, o processo levou tempo por causa das regras sanitárias da Suíça. Primeiro, o cão precisou fazer a microchipagem e tomar a vacina antirrábica. Só 30 dias depois pôde realizar o exame de sorologia da raiva.
Após esse teste, ainda foi necessário esperar três meses para obter a autorização suíça. Nesse intervalo, Costelinha também passou por consultas, exames e castração, como medida de prevenção e cuidado com a saúde.
Ou seja: a mudança internacional não aconteceu de forma improvisada. Foi resultado de uma cadeia de proteção animal que envolveu resgate, acompanhamento veterinário, acolhimento temporário e cumprimento rigoroso das normas sanitárias.
O que essa história revela sobre cuidado e adoção responsável?
O caso de Costelinha chama atenção por seu final feliz, mas também ilumina uma questão mais ampla: o trabalho silencioso de pessoas voluntárias que cuidam de animais em situação de rua. Sem essa rede, dificilmente o cachorro teria sobrevivido ao ferimento inicial, muito menos chegado a um novo lar no exterior.
Para muita gente LGBTQ+ — que frequentemente constrói redes de afeto escolhidas e formas alternativas de família — histórias de adoção e acolhimento têm um eco especial. Não porque sejam iguais, mas porque falam de pertencimento, cuidado cotidiano e da ideia de que amor também se prova na responsabilidade. Nesse sentido, a repercussão do vira-lata caramelo não é só sobre fofura: é sobre vínculo.
No Brasil, onde o abandono de animais segue sendo um problema recorrente, histórias como essa ajudam a recolocar a adoção responsável no centro da conversa pública. E fazem isso sem romantizar a precariedade: Costelinha só chegou à Suíça porque houve estrutura, tempo, dinheiro, documentação e compromisso humano.
Na avaliação da redação do A Capa, o sucesso dessa história mostra como o Brasil ainda enxerga no vira-lata caramelo uma espécie de espelho afetivo do país: resiliente, carismático e muitas vezes negligenciado. Quando um animal resgatado rompe esse destino esperado e encontra cuidado contínuo, a comoção não vem apenas da surpresa, mas do desejo coletivo de ver finais mais dignos — para bichos e para pessoas.
Perguntas Frequentes
Quem adotou o vira-lata caramelo Costelinha?
Costelinha foi adotado por Tais Marthalle, uma cearense que mora em Zurique com o marido, o suíço Roma Marthalle.
De onde ele saiu e para onde foi?
O cachorro vivia nas ruas do bairro Jóquei Clube, em Fortaleza, e viajou para Zurique, na Suíça, percorrendo mais de 7 mil quilômetros.
Por que a viagem demorou tanto?
Porque a entrada do animal na Suíça exigiu microchipagem, vacina contra raiva, exame de sorologia, espera de prazos sanitários e outros cuidados veterinários.
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