Atriz estreia em papel dramático e queer, mostrando força e representatividade no cinema
Wanda Sykes, conhecida por seu humor afiado, surpreende ao assumir um papel dramático e queer em Undercard, novo filme esportivo dirigido pela cineasta queer Tamika Miller. Na trama, Sykes interpreta Cheryl “No Mercy” Stewart, uma ex-boxeadora que tenta se reconectar com o filho ao se tornar sua treinadora de boxe.
Uma nova faceta da atriz para a comunidade LGBTQIA+
Este é o primeiro papel dramático de Sykes, que também vive sua primeira personagem queer em live action no cinema. Em entrevista, a atriz revelou que ao ler o roteiro pela primeira vez, ficou surpresa com a ausência de humor, algo inédito para ela: “Eu pensei, ‘Uau, não tem uma piada sequer aqui. O que está acontecendo?’. Mas eu adorei.”
Além disso, a escolha de Sykes para o papel foi uma aposta da diretora Tamika Miller, que admirava a atriz como comediante e atriz, e viu nela algo intrigante e poderoso para dar vida a Cheryl. Essa decisão representa uma importante quebra de padrões, pois é raro vermos comediantes negras assumindo papéis dramáticos queer com tanta profundidade e autenticidade.
O filme que merece mais visibilidade
Apesar do talento de Sykes e da força da trama, Undercard não recebeu a divulgação merecida, especialmente entre o público lésbico e queer. O filme destaca um recorte pouco explorado: o universo das mulheres negras queer no esporte, trazendo uma narrativa de empoderamento, amor e reconciliação familiar.
O cenário do cinema ainda falha em dar espaço para filmes negros e queer, o que torna a jornada de Undercard ainda mais desafiadora. No entanto, críticas já reconhecem a performance marcante de Sykes, mesmo que algumas apontem falhas no roteiro.
Representatividade e impacto cultural
Para a comunidade LGBTQIA+, ver Wanda Sykes — uma voz reconhecida e amada — assumir um papel tão forte e multifacetado é um marco. Undercard representa mais do que um filme esportivo: é um espaço de visibilidade para corpos e identidades que costumam ser invisibilizados, especialmente dentro do esporte e do cinema.
Este filme é um convite para que o público queer se conecte com narrativas que refletem suas vivências, dores e conquistas, reforçando a importância de mais histórias diversas na mídia.
O lançamento de Undercard e a performance de Wanda Sykes abrem portas para discussões sobre representatividade real, mostrando que a força e a sensibilidade podem coexistir em personagens queer poderosas. É um lembrete de que a comunidade merece histórias que a celebrem em toda sua complexidade.
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