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Wicked: For Good encanta, mas fica aquém do esperado

Sequência do musical aposta em visuais e emoções, mas tropeça na profundidade da história
Wicked: For Good encanta, mas fica aquém do esperado

Sequência do musical aposta em visuais e emoções, mas tropeça na profundidade da história

Depois do sucesso arrebatador do primeiro filme Wicked, que trouxe uma explosão de cores, músicas e personagens icônicos, a continuação Wicked: For Good chega com a missão de fechar essa jornada mágica. Mas, apesar do brilho visual e das performances, o segundo filme não alcança a grandiosidade esperada e deixa um gostinho de oportunidade perdida.

Um universo visualmente deslumbrante, porém desigual

O diretor Jon M. Chu se depara com o desafio de adaptar o segundo ato do musical, conhecido por sua narrativa menos impactante e canções que não marcam tanto quanto as do primeiro. Ainda assim, o filme mantém a essência da história da bruxa Elphaba, interpretada pela talentosa Cynthia Erivo, que continua verde e agora domina a arte de andar de skate em suas vassouras, além de lutar pela liberdade dos elasmotérios – uma clara metáfora para direitos animais e minorias.

Ariana Grande retorna como Glinda, que assume um papel mais central e complexo, sendo uma figura pública do governo autoritário de Oz, flutuando em sua bolha gigante. A dinâmica entre as duas protagonistas traz momentos de ternura e humor que ressoam com o público, especialmente pela interpretação carismática de Ariana.

O design de figurinos, assinado pelo premiado Paul Tazewell, é um espetáculo à parte, com cores vibrantes e detalhes minuciosos que enriquecem a atmosfera do filme. Contudo, a paleta de cores do longa frequentemente mergulha em tons dessaturados e efeitos visuais que ofuscam a beleza do cenário, dando uma sensação visual menos vibrante do que o esperado, o que pode decepcionar quem esperava uma explosão de cores tão forte quanto a do filme original.

Música e narrativa: altos e baixos em uma jornada complexa

As duas novas canções inseridas, “The Girl in the Bubble” e “No Place Like Home”, revelam as intenções do filme de aprofundar temas sociais, como a opressão e o ativismo. Enquanto a primeira sofre por prejudicar o ritmo do filme, a segunda traz uma conexão emocional potente, alinhando a luta de Elphaba com causas reais de injustiça.

Porém, o final do filme parece contradizer o próprio discurso de suas músicas, deixando uma sensação confusa sobre a mensagem que realmente quer passar. A história, que deveria culminar em um desfecho catártico, acaba sendo mais ambígua e menos impactante do que o público poderia desejar.

Para fãs e além: uma experiência imperfeita, mas cativante

Mesmo com seus tropeços, Wicked: For Good é um filme que diverte e emociona, especialmente para quem se apaixonou pelo primeiro. A relação entre Elphaba e Glinda, cheia de nuances e contradições, continua sendo o ponto alto, mostrando que a força do musical está nas suas personagens e na complexidade de suas conexões.

Essa sequência pode não ser a obra-prima que muitos esperavam, mas oferece momentos de brilho e representatividade, sobretudo para a comunidade LGBTQIA+, que se reconhece nas batalhas por aceitação, identidade e liberdade presentes na história.

Wicked: For Good nos lembra que nem toda jornada precisa ser perfeita para tocar corações. Em um mundo que muitas vezes tenta nos encaixar em padrões rígidos, o filme celebra a beleza de ser diferente e a coragem de desafiar o status quo, algo que ressoa profundamente dentro da comunidade LGBTQIA+. Essa narrativa, mesmo com suas imperfeições, reforça a importância de continuarmos contando histórias que refletem nossa diversidade e força.

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