Análise completa do The Town 2025 revela momentos inesquecíveis e pontos para evoluir no maior festival do Brasil
O The Town 2025, realizado no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, encerrou sua segunda edição com uma mistura vibrante de experiências musicais, ativações de marcas e um público apaixonado. Em cinco dias de festival, mais de 420 mil pessoas celebraram a diversidade artística nacional e internacional, com nomes como Travis Scott, Matuê, Green Day, Ivete Sangalo, Mariah Carey, Lionel Richie, João Gomes e Katy Perry iluminando os palcos.
Acertos que encantaram o público
Um dos principais avanços do The Town 2025 foi a melhora na circulação interna do público. Diferentemente da edição inaugural, onde os pontos de afunilamento causaram desconforto, nesta edição o espaço entre os palcos foi ampliado e os intervalos entre as atrações aumentados, promovendo um deslocamento mais fluido, mesmo que exigisse mais caminhada. Essa estratégia valorizou a experiência do festival, permitindo que o público aproveitasse cada momento sem a sensação de tumulto.
O festival também se destacou pelas ativações de marcas criativas e bem recebidas. Brindes exclusivos, como as bolsas em formato de boca da Trident, bucket hats da Pool Jeans, capas para tênis da Johnnie Walker e chaveiros do Club Social, fizeram a alegria dos participantes e reforçaram a conexão entre moda, sustentabilidade e cultura pop. Além disso, a diversidade de experiências — como tirolesa, roda gigante e estúdios de podcast — transformou o evento em um verdadeiro parque de diversões para os amantes da música.
Outro ponto positivo foi a estrutura de transporte. A operação 24 horas das estações de Metrô e CPTM, a reativação da estação Cidade Dutra para serviço expresso, os ônibus executivos do The Town Primeira Classe e o The Town Express facilitaram o acesso e a volta do festival, garantindo mais conforto e segurança para todos.
Desafios e pontos para aprimorar
Apesar dos bons resultados, o The Town 2025 ainda tem caminhos a trilhar para elevar sua experiência a outro patamar. O line-up, por exemplo, poderia ser ampliado para contemplar mais artistas da música latina e incluir o K-pop, um fenômeno global que conquistaria o público brasileiro, especialmente em São Paulo. Além disso, algumas atrações de grande qualidade, como Geraldo Azevedo e Juliana Linhares, tiveram pouca visibilidade e público, evidenciando a necessidade de uma curadoria mais estratégica e equilibrada entre os palcos.
A visibilidade do público no palco Skyline também foi um ponto crítico. A falta de áreas de escape e o posicionamento em terreno plano, aliado às estruturas que bloqueavam a visão, geraram momentos de tensão, como a interrupção do show de Don Tolliver para evitar riscos de esmagamento. A inclusão de áreas de escoamento e melhorias na arquitetura do palco são fundamentais para garantir segurança e conforto.
Outro aspecto a ser melhorado é a oferta de áreas de descanso para o público, que enfrentou longas jornadas de até 12 horas diárias. A ausência de espaços suficientes para relaxar fez com que muitos improvisassem com pufes infláveis e cangas, algo que poderia ser minimizado com áreas dedicadas ao descanso e lazer. Também faltou um palco dedicado à música eletrônica, que esteve presente na primeira edição e faz parte do gosto do público jovem e diverso.
Por fim, a praça de alimentação, apesar de ter boas opções, não comportou a demanda, resultando em filas extensas e desconforto para quem buscava se alimentar entre os shows.
Destaques musicais que conquistaram fãs
O The Town 2025 brilhou com uma programação musical rica e diversa. No Palco Quebrada, a força do samba, rap e funk brasileiro foi celebrada com a energia de Matuê, MC Hariel, Duquesa, Péricles, Dexter, Criolo, Belo e a Batalha da Aldeia, que trouxe o melhor do freestyle local.
No Palco The One, o soul, pop e rock ganharam vida com Karol Conká, Lauryn Hill, Wyclef Jean, Pitty, Iggy Pop, CPM22, Luísa Sonza, Priscilla Alcantara, Gloria Groove, Lionel Richie, Ludmilla, Joelma e convidados para um encontro emocionante entre gerações e estilos.
Já o Palco Skyline foi o epicentro da música global, com Burna Boy mostrando o poder do afrobeat, Travis Scott trazendo o trap em um espetáculo audiovisual, Green Day com seu punk-pop clássico, os nostálgicos Backstreet Boys, CeeLo Green, Mariah Carey, Ivete Sangalo, Katy Perry, Camila Cabello e Iza, que encerraram a maratona com performances inesquecíveis.
Experiências e ativações que marcaram
Entre as experiências que movimentaram o festival, o baile funk promovido pelo Club Social em parceria com o coletivo Submundo 808 destacou o protagonismo das mulheres no rap e funk, com DJs e dançarinos que animaram a multidão. A tirolesa da Eisenbahn e a roda-gigante Itaú permitiram vistas incríveis do festival, unindo adrenalina e contemplação.
Marcas como Coca-Cola, com o Coke Studio, Vivo, Sprite, Trident, Airbnb e Johnnie Walker investiram em ativações que proporcionaram shows intimistas, estúdios de podcast, karaokês, games e lounges temáticos, garantindo interatividade e conexão com o público.
O The Town 2025 e a representatividade
Este festival teve ainda o caloroso reconhecimento do público LGBTQIA+, que celebrou a pluralidade de gêneros, estilos e vozes presentes na programação. Artistas como Gloria Groove e Iza brilharam com shows que misturaram música, teatro e performance, reafirmando o espaço da diversidade na cultura brasileira.
O legado e os próximos passos
Embora tenha registrado uma leve queda no público em relação a 2023, o The Town 2025 ampliou seu impacto econômico para São Paulo, gerando R$ 2,2 bilhões para a cidade. O festival mostrou sua força como um dos maiores eventos musicais do país, mas também indicou que há espaço para aprimorar a experiência do público, a curadoria e a infraestrutura.
A Billboard Brasil acompanhou intensamente o festival, produzindo mais de 600 conteúdos que alcançaram mais de 55 milhões de visualizações, consolidando a conexão entre música, cultura e experiências únicas.
O The Town 2025 foi, sem dúvida, um marco cultural que celebrou a música em sua diversidade, com acertos que encantaram e desafios que convidam à reflexão e evolução para as próximas edições. Para a comunidade LGBTQIA+, o festival reafirmou sua vocação inclusiva e vibrante, um espaço seguro e plural para celebrar o que há de melhor na música e na identidade.
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