Sami Landri representa a cultura acadiana com irreverência e talento na competição nacional de drag queens
Sami Landri, drag queen e humorista de Dieppe, Novo Brunswick, está fazendo história ao se tornar a primeira representante acadiana a competir na 6ª temporada do Canada’s Drag Race. A aguardada temporada estreia no dia 20 de novembro no Crave, trazendo para as telas o que há de melhor e mais intenso no universo drag canadense.
Um desafio que ultrapassa fronteiras
Há quase sete anos mergulhada na arte da drag, Sami Landri não é apenas uma artista de palco, mas também uma personalidade vibrante nas redes sociais, conhecida por sua série web ‘Helpez-moi’. No entanto, ela buscava algo além do controle familiar das mídias digitais: um desafio capaz de impulsionar sua carreira e expandir seu alcance para além do seu círculo habitual.
“Drag Race é considerado o ápice da competição drag, o equivalente às Olimpíadas desse universo. Estar lá é um sonho e um teste imenso para qualquer artista”, compartilhou ela, revelando o quanto o convite para participar da competição representou uma virada em sua trajetória.
Representatividade e orgulho acadiano
Sami Landri trouxe à tona sua identidade acadiana desde as audições, destacando sua origem e cultura como um diferencial único em um cenário dominado por vozes de várias regiões do Canadá. Para ela, essa autenticidade foi uma chave para conquistar o interesse dos produtores e do público.
“Nunca tivemos uma drag queen acadiana nessa competição, isso é algo que me enche de orgulho. Ser uma artista proveniente do mundo digital, com uma comunidade sólida, também foi um atrativo”, explicou Sami, que valoriza a mistura entre sua herança cultural e o seu estilo irreverente e alternativo de drag.
A intensidade de uma competição sem precedentes
O Canada’s Drag Race é muito mais que uma simples competição: é um espetáculo completo que exige das participantes habilidades em canto, dança, moda, comédia e performance. Além das provas técnicas, a convivência e as tensões entre as concorrentes dão um tempero especial ao reality, revelando emoções e dramas que prendem a atenção do público.
Para Sami, essa experiência foi transformadora: “Foi um dos momentos mais marcantes da minha carreira. Os desafios foram intensos e me tiraram completamente da zona de conforto, exatamente o que eu buscava.”
Celebrando a estreia em Montreal
Para marcar o lançamento da temporada, Sami organizou uma festa de projeção no icônico Cabaret Mado, em Montreal, onde reside há anos e onde apresenta mensalmente seu ‘Sami Party’. A noite promete ser uma celebração da diversidade, talento e cultura drag, com a presença de outras concorrentes locais da competição, como Velma Jones e Paolo Perfeccióne.
Além da competição, Sami Landri segue se destacando como coanimadora da série documental Drag! d’la tête aux pieds, ampliando sua influência e voz dentro da comunidade LGBTQIA+.
Um marco para a comunidade LGBTQIA+ acadiana
A participação de Sami Landri no Canada’s Drag Race é muito mais que uma conquista pessoal: é um símbolo de representatividade para a comunidade LGBTQIA+ da Acádia, que agora vê suas cores, histórias e talentos refletidos em um palco nacional de grande visibilidade.
Seu percurso inspira outras pessoas a abraçarem suas identidades com orgulho, a desafiarem limites e a celebrarem a diversidade com autenticidade e coragem. A jornada de Sami é um lembrete poderoso de que o drag é uma arte que transcende fronteiras, unindo corações e vozes em uma celebração vibrante da liberdade e da expressão.
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