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A dança no gelo e a energia dos anos 90 nas Olimpíadas de Inverno

Atletas LGBTQIA+ brilham com coreografias inspiradas nos hits dos anos 90 em rotina vibrante e cheia de personalidade
A dança no gelo e a energia dos anos 90 nas Olimpíadas de Inverno

Atletas LGBTQIA+ brilham com coreografias inspiradas nos hits dos anos 90 em rotina vibrante e cheia de personalidade

As Olimpíadas de Inverno de 2026 em Milão e Cortina d’Ampezzo, Itália, trouxeram à tona uma celebração vibrante da cultura pop dos anos 90, especialmente na dança no gelo, onde os atletas encantaram o público com coreografias energéticas e cheias de referências nostálgicas. A escolha do tema “Anos 90” para a dança rítmica – uma das etapas da dança no gelo – despertou curiosidade, surpresa e muita criatividade entre os competidores, que exploraram o melhor da música e do estilo daquela década icônica.

Energia e representatividade na pista de gelo

Na manhã de uma das competições, a dupla polonesa Sofiia Dovhal e Wiktor Kulesza arrancou suspiros da plateia ao som do clássico “Gonna Make You Sweat (Everybody Dance Now)”, que imediatamente contagiou todos com seu ritmo pulsante. A pista de gelo virou uma verdadeira pista de dança, onde o público se deixou levar pelo clima festivo e pela coreografia cheia de giros e passos sincronizados.

Outros times escolheram hits que marcaram a década, como “Vogue” de Madonna, “Supermodel (You Better Work)” de RuPaul, “Wannabe” das Spice Girls e até “Pretty Fly (For a White Guy)” do Offspring. Essas músicas não só trouxeram diversidade de gêneros, mas também inspiraram figurinos elaborados e performances cheias de personalidade e humor.

Paul Poirier e Piper Gilles: a conexão queer na dança

Entre as estrelas do evento, o casal canadense Paul Poirier e Piper Gilles se destacou ao apresentar uma rotina ao som de “Supermodel (You Better Work)”, de RuPaul. O programa foi pensado para ser divertido, contagiante e para fazer o público sorrir e dançar junto. Paul, que assumiu publicamente sua identidade gay em 2021, ressaltou o significado especial da música, que tem raízes na cultura queer, tornando a performance uma celebração de identidade e expressão.

“Queríamos que essa apresentação fosse uma explosão de energia e alegria, algo que refletisse a essência da década de 90 e a força dos ícones supermodelos, mas também um pouco de camp e irreverência”, contou Poirier. A coreografia, desenvolvida com a equipe e a coreógrafa Alexandra Crenian, levou meses para ser refinada, incluindo a escolha de um segundo tema musical, “I’m Too Sexy” do Right Said Fred, para dar um toque extra à performance.

Desafios e inovação na criação das rotinas

Nem tudo são flores no processo de criação das rotinas de dança no gelo. Muitas vezes, os atletas enfrentam desafios como a aprovação dos direitos autorais das músicas ou a compreensão dos juízes sobre as referências culturais escolhidas. O casal americano Maia e Alex Shibutani, por exemplo, precisou abandonar sua rotina original, que homenageava a cultura hip hop e streetwear dos anos 90 em Tóquio, após receberem notas baixas e falta de reconhecimento da parte dos juízes, que não estavam familiarizados com o gênero musical.

Isso mostra como o esporte ainda luta para abraçar a diversidade cultural e artística, e como a criatividade dos atletas pode ser limitada por critérios muitas vezes restritivos. Ainda assim, a ousadia de inovar e trazer temas únicos é um marco importante para a dança no gelo, especialmente para atletas LGBTQIA+ que buscam se expressar de forma autêntica.

O impacto cultural dos anos 90 no gelo olímpico

O tema dos anos 90, apesar de inicialmente controverso, acabou conquistando fãs e ampliando o interesse pelo esporte. A repercussão nas redes sociais, com elogios de artistas e celebridades das bandas e cantores da época, e a identificação do público, que reconhece as músicas e estilos, mostram o poder da cultura pop para conectar gerações e criar um ambiente inclusivo e festivo.

Além disso, a escolha de músicas e figurinos que dialogam com a comunidade LGBTQIA+ fortalece a representatividade e o orgulho, trazendo para o centro dos holofotes histórias e expressões que muitas vezes foram marginalizadas.

Para a comunidade LGBTQIA+, ver atletas como Paul Poirier e Piper Gilles brilhando em um palco mundial, usando músicas que celebram a cultura queer e performances que exalam autenticidade, é um lembrete poderoso de que o esporte pode ser um espaço de liberdade e afirmação. A dança no gelo nas Olimpíadas de Inverno de 2026 não é apenas uma competição; é uma festa da diversidade, da memória afetiva e da expressão de quem somos.

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