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Abel Braga no STJD por comentário homofóbico sobre camisa rosa

Treinador do Internacional será julgado por fala que associa rosa à homossexualidade
Abel Braga no STJD por comentário homofóbico sobre camisa rosa

Treinador do Internacional será julgado por fala que associa rosa à homossexualidade

O futebol brasileiro vive um momento decisivo no combate à homofobia. Abel Braga, treinador do Internacional, será julgado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) nesta quinta-feira (12/2) por uma declaração homofóbica feita em dezembro de 2025. O técnico associou a cor rosa, usada nos treinos do time, à homossexualidade de forma depreciativa, afirmando: “Eu não quero a porra do meu time treinando de camisa rosa, parece time de viado”.

Denúncia e repercussão

A Procuradoria de Justiça Desportiva denunciou Abel Braga por ato discriminatório, enquadrando sua fala como desdenhosa e ultrajante baseada em preconceito. A procuradora Rita de Cássia Bueno destacou que o futebol, apesar de sua história marcada por condutas preconceituosas e falas homofóbicas, não pode mais tolerar que esse tipo de manifestação fique impune, especialmente diante do crescente movimento por diversidade e inclusão no esporte.

Possíveis punições e precedentes

Como Abel Braga é dirigente e não atleta, a punição prevista pode chegar a suspensão de até 180 dias e multa. O julgamento será conduzido no Rio de Janeiro pelo auditor Jorge Lavocat Galvão. A expectativa é que o STJD possa estabelecer um importante precedente no combate à homofobia no futebol, reforçando a responsabilização de dirigentes por manifestações discriminatórias.

Pedido de desculpas e impacto

Após a repercussão negativa, Abel publicou um pedido de desculpas nas redes sociais, reconhecendo que sua colocação foi inadequada e reforçando que cores não definem gêneros, mas sim o caráter das pessoas. Mesmo assim, o episódio evidencia a urgência de uma cultura esportiva que respeite e valorize a diversidade, sem espaço para preconceitos.

O julgamento de Abel Braga no STJD marca um momento crucial para o futebol brasileiro, que precisa se reinventar e acolher a pluralidade de identidades. Para a comunidade LGBTQIA+, é um sinal de que o silêncio e a tolerância com discursos homofóbicos estão sendo questionados e que a luta por respeito e igualdade também acontece dentro dos gramados.

Este caso reforça a importância de criar ambientes seguros e inclusivos no esporte, onde todos possam expressar sua identidade sem medo. A visibilidade e o enfrentamento dessas situações são passos fundamentais para transformar o futebol em um espaço de diversidade e orgulho para toda a comunidade LGBTQIA+.

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