Diretor de fotografia brasileiro brilha no cinema e na música queer com estética marcante
Adolpho Veloso, nome que vem conquistando holofotes internacionais, foi indicado ao Oscar de Melhor Fotografia pelo filme Sonhos de Trem, da Netflix. O talento do diretor de fotografia brasileiro ultrapassa as telas do cinema e adentra o universo da música, especialmente no cenário queer nacional.
Veloso é o responsável pelo clipe da música “Ameianoite”, uma parceria entre Pabllo Vittar e Gloria Groove que marcou a cena musical LGBTQIA+ com sua estética sombria e repleta de referências ao universo das bruxas. Lançado em 2022, o vídeo destaca-se pelo uso de planos escuros e a ambientação noturna, criando uma atmosfera envolvente e misteriosa que dialoga com a identidade e a força da comunidade queer.
Trajetória multifacetada e conexões com a cultura LGBTQIA+
Além da icônica colaboração com Pabllo e Gloria, Adolpho Veloso também trabalhou com o rapper BK no clipe “Diamantes, Lágrimas e Rostos para Esquecer”, mostrando sua versatilidade e compromisso com artistas que trazem narrativas diversas e autênticas.
No cinema, sua experiência internacional inclui trabalhos com diretores renomados como M. Night Shyamalan, no longa Remain, e Lance Hammer, em Queen at Sea, protagonizado por Juliette Binoche. Essa mistura de projetos evidencia a amplitude do olhar artístico de Veloso, que transita entre diferentes linguagens e contextos, sempre imprimindo sensibilidade e técnica apurada.
O impacto da fotografia na representação queer
O trabalho de Adolpho Veloso no clipe de “Ameianoite” vai além da estética: ele ajuda a construir uma identidade visual potente para a música queer no Brasil, valorizando símbolos que ressoam na comunidade LGBTQIA+. A escolha por uma ambientação noturna e elementos místicos reforça a ideia de resistência e magia, elementos fundamentais para muitas pessoas queer que encontram na arte uma forma de expressão e afirmação.
Essa indicação ao Oscar não só celebra o talento técnico de Veloso, mas também destaca a importância da visibilidade e do protagonismo LGBTQIA+ na cultura brasileira contemporânea, especialmente quando a arte se faz aliada da representatividade e da inovação.
Ao unir seu olhar apurado com artistas que desafiam padrões, Adolpho Veloso contribui para que a comunidade LGBTQIA+ veja suas histórias refletidas em produções de alto nível, promovendo inclusão e empoderamento. É uma vitória que reverbera para além das premiações, inspirando novos artistas e fortalecendo o movimento cultural queer no país.
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