Em busca de novos clássicos, SBT aposta em novelas estrangeiras e produção própria após Copa do Mundo
O SBT está preparando uma revolução em sua programação para o segundo semestre de 2026. Sob o comando de Murilo Fraga na área artística e de Daniela Beyruti na direção geral, a emissora pretende lançar cinco novelas inéditas para fortalecer sua audiência e disputar com a Record o posto de vice-líder no ranking da TV aberta.
Novelas estrangeiras e novos clássicos
Atualmente, o SBT conta com três novelas mexicanas em sua grade, sendo duas reprises — Meu Coração é Teu e Sortilégio — e uma inédita, Domênica Montero, que é uma releitura de A Dona (2010). A estratégia da emissora é apostar nos dramalhões da Televisa, que costumam garantir bons índices de audiência em momentos estratégicos. No entanto, a direção acredita que é fundamental criar novas histórias que possam se transformar em clássicos para o futuro, dando mais identidade à programação.
Retorno das produções próprias
Além das novelas estrangeiras, o SBT está avaliando o retorno das produções nacionais. Embora ainda não tenha decidido oficialmente, a alta direção estuda cuidadosamente essa possibilidade para diversificar seu conteúdo e fortalecer a conexão com o público brasileiro. Essa movimentação acontece logo após o anúncio da negociação para trazer Rodrigo Bocardi, reforçando o interesse do canal em ampliar seu time de estrelas para a disputa pela vice-liderança.
Uma nova era na programação do SBT
Com essas mudanças, o SBT quer se reposicionar no mercado e oferecer uma programação mais competitiva e atrativa. A expectativa é que, com o fim da Copa do Mundo de 2026, a emissora tenha uma grade renovada que dialogue melhor com as demandas do público, especialmente em um cenário onde a concorrência pela audiência está cada vez mais acirrada.
O lançamento das cinco novelas inéditas é um passo importante para que o SBT consiga criar conteúdos que fiquem na memória afetiva dos telespectadores, construindo verdadeiros clássicos que representem diversidade e emoção, elementos tão valorizados pela audiência LGBTQIA+.
Essa aposta do SBT revela o desejo de se reinventar e se aproximar de uma audiência plural, que busca identificação e representatividade nas tramas televisivas. Em tempos onde a televisão ainda é uma poderosa ferramenta de conexão social, a renovação da programação pode abrir espaço para histórias que reflitam a diversidade e os desafios da comunidade LGBTQIA+, promovendo visibilidade e empatia.
Para a comunidade LGBTQIA+, a chegada de novas novelas e produções que possam se tornar clássicos significa também a possibilidade de encontrar narrativas que dialoguem com suas vivências e fortaleçam a representatividade na mídia tradicional. O movimento do SBT pode, assim, ser uma janela de oportunidades para ampliar vozes e perspectivas, tornando a televisão mais inclusiva e afetiva para todos.
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