NASA divulgou 12.217 imagens da missão ao redor da Lua, com registros raros da Orion, da Terra e do lado lunar. Entenda por que isso viralizou.
A Artemis II voltou ao centro das conversas no Brasil nesta quarta-feira (7), depois que a NASA liberou 12.217 fotos feitas pela tripulação durante a missão de 10 dias ao redor da Lua. As imagens, registradas a bordo da cápsula Orion e divulgadas pela agência espacial dos Estados Unidos, mostram a Terra, a superfície lunar, o interior da nave e momentos-chave do voo.
O assunto disparou nas buscas porque o pacote de fotos reúne cenas raras de uma viagem histórica: segundo a própria NASA, são os primeiros registros feitos por humanos além da órbita baixa da Terra em mais de 50 anos. Em outras palavras, não é só um álbum bonito — é um documento de uma nova fase da exploração espacial.
Por que a Artemis II está em alta no Brasil?
O interesse cresceu após a publicação das imagens por veículos brasileiros e pela força visual do material. Missões espaciais costumam mobilizar curiosidade pública, mas a Artemis II tem um peso simbólico extra: ela recoloca astronautas em uma rota lunar que não era percorrida por humanos desde o programa Apollo.
Entre os registros que mais chamaram atenção estão uma Terra crescente sobre o horizonte lunar, um close da bacia Polo Sul-Aitken — descrita pela NASA como a maior e mais antiga bacia da Lua —, um eclipse solar visto da Orion e o chamado “nascer da Terra”, capturado pouco antes de a espaçonave perder contato com o planeta por cerca de 40 minutos ao passar por trás da Lua.
Também entraram no radar imagens mais íntimas da missão, como a astronauta Christina Koch observando a Terra pela janela da cabine, o piloto Victor Glover durante o sobrevoo lunar e um “selfie” da Orion feito por uma das câmeras montadas nos painéis solares. Há ainda uma foto noturna da Terra tirada em 2 de abril de 2026, logo após a manobra de injeção translunar que colocou a nave na trajetória rumo à Lua e de volta.
O que mostram as imagens divulgadas pela NASA?
As 12.217 fotografias percorrem praticamente toda a experiência da missão. O material inclui desde o lançamento do foguete Space Launch System, em 1º de abril de 2026, no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, até o retorno da tripulação à Terra. A missão levou Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen a uma jornada de 10 dias ao redor da Lua a bordo da Orion.
No ponto de maior aproximação, a tripulação chegou a 6.547 quilômetros da superfície lunar. Durante o sobrevoo, os astronautas passaram cerca de sete horas se revezando nas janelas da nave para observar, fotografar e coletar dados científicos compartilhados com a equipe em Terra.
Quais foram os registros mais impressionantes?
Entre as imagens destacadas pela NASA estão cenas da Via Láctea vista do espaço profundo, a borda iluminada da Terra contra a escuridão e detalhes geológicos da Lua normalmente invisíveis a olho nu. No caso do eclipse solar, por exemplo, a agência descreve o momento em que a luz do Sol reaparece atrás da Lua, revelando a topografia lunar em forte contraste.
Já a foto do “nascer da Terra” combina valor estético e científico. Segundo a descrição oficial, ela foi feita em 6 de abril de 2026, às 18h41 no horário de Brasília, com nuvens visíveis sobre Austrália e Oceania no lado diurno do planeta, enquanto a cratera Ohm aparece em primeiro plano na superfície lunar.
O que essa missão representa para a diversidade na ciência?
A Artemis II também ganhou atenção por causa da composição de sua tripulação. Christina Koch integra a missão como especialista, e Victor Glover atua como piloto — nomes frequentemente lembrados em debates sobre representatividade na exploração espacial. Para a comunidade LGBTQ+ e para quem acompanha pautas de inclusão, esse tipo de marco importa porque amplia a ideia de quem pode ocupar espaços historicamente restritos, inclusive na ciência e na tecnologia.
Embora a notícia do momento seja a liberação das fotos, o fascínio em torno da missão também passa por isso: ver a exploração espacial se tornar mais plural, mais visível e mais próxima do público. Num cenário em que jovens LGBT+ ainda enfrentam barreiras de acesso e pertencimento em áreas STEM, imagens como essas ajudam a alimentar imaginação, desejo de futuro e senso de possibilidade.
Na avaliação da redação do A Capa, o sucesso da Artemis II nas buscas mostra como ciência de ponta também pode mobilizar afeto coletivo. Quando uma missão reúne feito histórico, imagens impressionantes e uma tripulação diversa, ela deixa de ser apenas um evento técnico e passa a funcionar como símbolo cultural de futuro — algo especialmente potente para grupos que por muito tempo foram deixados fora dessa narrativa.
Perguntas Frequentes
O que é a Artemis II?
É a missão da NASA que levou quatro astronautas em uma viagem de 10 dias ao redor da Lua e de volta, a bordo da cápsula Orion, em abril de 2026.
Quantas fotos da Artemis II foram divulgadas?
A NASA liberou 12.217 imagens feitas pela tripulação ao longo da missão, incluindo registros da Terra, da Lua, da nave e do retorno ao planeta.
Por que essas imagens são históricas?
Segundo a NASA, elas são os primeiros registros feitos por humanos além da órbita baixa da Terra em mais de 50 anos, desde a era Apollo.
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