A Organização Nacional de Estudantes da Namíbia (Nanso) expressou sua desaprovação em relação ao uso de banheiros femininos por alguns estudantes gays na Universidade da Ciência e Tecnologia da Namíbia (Nust). A situação foi levantada após queixas de estudantes que relataram desconforto com a presença de colegas do grupo LGBTQI+ em instalações destinadas ao público feminino.
Dorthea Nangolo, presidente da Nanso, afirmou que a utilização de banheiros femininos por homens, independentemente de sua identidade de gênero, não é permitida. Ela ressaltou a importância de respeitar as normas de gênero estabelecidas para os banheiros, enquanto reconhece os direitos da comunidade LGBTQI+. “Estamos cientes das queixas apresentadas pelos nossos estudantes. Entendemos os direitos da comunidade LGBTQI+, mas eles devem respeitar as regras de gênero nos banheiros”, declarou.
Nangolo também fez um apelo às universidades para que implementem políticas que abordem a questão. A porta-voz da Nust, Cindy-Lee van Wyk, comentou que a universidade está levando as preocupações a sério e se compromete a promover um ambiente de aprendizado seguro e inclusivo para todos os seus membros. Ela mencionou que a instituição ainda não havia recebido relatos formais sobre o assunto, mas está em diálogo com as partes interessadas para garantir que todas as preocupações sejam tratadas de maneira adequada.
O cofundador da Equal Namibia, Omar van Reenen, destacou que pessoas queer frequentemente enfrentam bullying e assédio em banheiros masculinos, levando-as a se sentirem mais seguras em banheiros femininos. “Vivemos em um país onde pessoas queer são alvo de ataques. Esses banheiros são apenas banheiros, mas frequentemente são locais de assédio sexual, e por isso, muitos se sentem mais seguros nos banheiros femininos”, afirmou Van Reenen.
Ele sugeriu que a universidade construa banheiros de gênero neutro, proporcionando assim um espaço seguro para todos os estudantes. “A universidade deve consultar estudantes queer para entender por que eles se sentem inseguros utilizando esses banheiros. Em nossas casas, não nos preocupamos com gênero, mas agora devemos cuidar disso”, concluiu Van Reenen.
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