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“Debate no Parlamento Europeu: A Proibição das Paradas do Orgulho na Hungria e suas Implicações para os Direitos LGBT”

"Debate no Parlamento Europeu: A Proibição das Paradas do Orgulho na Hungria e suas Implicações para os Direitos LGBT"

"Debate no Parlamento Europeu: A Proibição das Paradas do Orgulho na Hungria e suas Implicações para os Direitos LGBT"

No dia 2 de abril de 2025, o Parlamento Europeu em Estrasburgo se tornou o palco de um intenso debate sobre a recente decisão da Hungria de proibir paradas do Orgulho LGBT, considerada uma violação da liberdade de assembleia. A polêmica se intensificou após a aprovação de uma lei de proteção à infância, que, segundo críticos, marginaliza o conteúdo LGBTQI e o apresenta como prejudicial ao desenvolvimento infantil. O ministro polonês Adam Szłapka destacou que a União Europeia possui as ferramentas necessárias para proteger seus valores e já está preparando ações para responsabilizar Budapeste. Michael McGrath, o novo comissário da Comissão Europeia, não hesitou em ameaçar com mais ações legais contra a Hungria, mencionando uma já pendente no Tribunal de Justiça da UE, relacionada à mesma lei de proteção infantil que limita a promoção da ideologia LGBT nas escolas.

As reações no Parlamento foram polarizadas. Enquanto os partidos de esquerda e centro-direita criticavam a Hungria por sua postura homofóbica, grupos conservadores defenderam o país, argumentando que o legislativo europeu estava desperdiçando tempo em questões internas, ao invés de se concentrar em crises mais urgentes enfrentadas pela Europa, como a migração ilegal e a inflação crescente. O eurodeputado Tamás Deutsch expressou indignação com o que chamou de ‘teatro político’, defendendo que a proteção das crianças deve ter prioridade sobre as manifestações do Orgulho.

Os conservadores argumentam que a decisão da Hungria reflete a vontade do povo húngaro de proteger suas crianças e preservar valores tradicionais. Em meio a esse debate acalorado, alguns parlamentares levantaram questões sobre a hipocrisia da UE, que não se manifestou contra violações da democracia em outros Estados-membros, mas se apressou a criticar Budapeste. A situação na Hungria é um reflexo das tensões mais amplas dentro da União Europeia sobre a diversidade de valores e direitos, especialmente no que diz respeito à comunidade LGBT.

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