Artista drag transforma-se na icônica Monna Lisa durante desfile da Boss na Semana de Moda de Milão
Na efervescente atmosfera da Semana de Moda de Milão, a drag queen Alexis Stone, alter ego do artista e maquiador Elliot Joseph Rentz, surpreendeu a todos ao encarnar a enigmática Monna Lisa em pleno desfile da grife Boss. Conhecido por suas transformações corporais impressionantes, Stone elevou a arte drag a um novo patamar, unindo moda e cultura pop em uma performance única e impactante.
Com milhares de seguidores no TikTok e Instagram, Alexis Stone é mestre em se transformar em personagens icônicos, desde estrelas como Judy Garland e Dolly Parton até figuras do cinema e da moda, como Miranda Priestly, de “O Diabo Veste Prada”. A metamorfose que exibiu na passarela milanesa não foi apenas uma maquiagem, mas um trabalho meticuloso que envolve próteses e efeitos especiais, criando uma verdadeira escultura viva da obra-prima de Leonardo da Vinci.
Moda, arte e representatividade
A escolha da Monna Lisa não é por acaso. A Boss, reconhecida por seu diálogo constante com referências culturais, encontrou em Alexis Stone a personificação perfeita dessa fusão entre arte clássica e moda contemporânea. Essa conexão reforça a tendência crescente das passarelas de abraçar temas que dialogam com o imaginário coletivo, ampliando o alcance e a relevância das coleções.
Para Stone, essas aparições são mais que meras campanhas publicitárias; são “a campanha de marketing definitiva”, um convite para que as marcas se conectem com audiências globais por meio de imagens poderosas e reconhecíveis. Além disso, sua presença na moda representa uma vitória para a comunidade LGBTQIA+, que cada vez mais ocupa espaços de destaque e visibilidade na indústria.
Drag: ponte entre performance e cultura
Esta não foi a primeira vez que Alexis Stone mistura drag, arte e moda em um espetáculo performático. Em outras passarelas, já encarnou personagens como Robin Williams em “Uma Babá Quase Perfeita” e Mortícia Addams, mostrando a versatilidade e a força da cultura drag como uma linguagem artística capaz de transformar narrativas e inspirar diversidade.
Ao trazer a Monna Lisa para a passarela, Stone não só homenageia um dos maiores ícones da arte mundial, mas também reforça o poder da transformação e da autoexpressão, valores essenciais para a comunidade LGBTQIA+. Sua performance em Milão é um marco que celebra a pluralidade e a criatividade que a moda pode abraçar, ampliando horizontes e quebrando padrões.
Em tempos onde a representatividade é fundamental, Alexis Stone mostra que a arte drag é uma forma vibrante de ressignificar o passado, reinventar o presente e inspirar futuros cheios de autenticidade e coragem.