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Dragqueen da Dalsland é excluído de Pride por apoiar partido de direita

Dragqueen da Dalsland é excluído de Pride por apoiar partido de direita

Benjamin Bryntesson, conhecido dragqueen, é vetado de festival LGBTQIA+ após revelar voto no Sverigedemokraterna

Benjamin Bryntesson, figura marcante da cena drag em Dalsland, na Suécia, viveu uma reviravolta inesperada em sua trajetória. Após anos brilhando como dragqueen sob o nome artístico Jane, ele revelou publicamente seu voto à direita, apoiando o partido Sverigedemokraterna, conhecido por sua postura conservadora. Essa revelação gerou reações fortes e culminou na exclusão de Benjamin do evento Trollhättan Pride, onde estava escalado para ser mestre de cerimônias.

Uma despedida do drag e um posicionamento político controverso

Depois de anos de performances e participação ativa em festivais LGBTQIA+, Benjamin decidiu abandonar o universo drag no ano passado, tirando a peruca e assumindo sua identidade fora do palco. Ele explicou que, apesar de gostar de atuar, não sentia mais a mesma alegria em se apresentar como dragqueen, optando por continuar a carreira artística, mas com uma imagem diferente.

Em entrevista, Benjamin criticou aspectos do movimento Pride, afirmando que sua participação sempre foi motivada por remuneração, e questionou o conteúdo das paradas, que, segundo ele, expõem “coisas perversas” com as quais não se identifica. Além disso, ele se posicionou contra a presença de dragqueens em atividades infantis, como leituras de histórias em bibliotecas, defendendo que o drag deve ficar restrito ao palco e que educadores tradicionais são mais apropriados para esse tipo de atividade.

Reação da comunidade e exclusão do Pride

As declarações de Benjamin provocaram críticas imediatas dentro da comunidade LGBTQIA+, com artistas reconhecidos ressaltando a incoerência de apoiar uma cultura e, ao mesmo tempo, votar contra ela. A situação culminou com sua retirada do line-up do Trollhättan Pride, mesmo que ele não fosse se apresentar em drag, mas como ele mesmo.

Segundo a organização do evento, a decisão se baseou na incompatibilidade entre a postura pública de Benjamin e os valores da comunidade representada pela festa. Eles afirmaram que seria injusto e desonesto pagar um artista que questiona a importância e a necessidade do próprio movimento que a Pride celebra. No entanto, garantiram que a exclusão não se deveu exclusivamente à sua filiação política.

Benjamin, por sua vez, lamenta o ocorrido e acredita que a Pride deveria ser um espaço inclusivo, onde todos, independentemente de orientação política, possam participar e celebrar. Para ele, politizar o evento é um equívoco, e a divisão entre “esquerda” e “direita” não deveria impedir a convivência dentro do universo LGBTQIA+.

Reflexões sobre identidade, política e representatividade

A história de Benjamin Bryntesson coloca em evidência as tensões que podem existir entre identidade artística, posicionamentos políticos e pertencimento comunitário. Para muitos, a representatividade no movimento LGBTQIA+ está intimamente ligada a valores progressistas e à defesa dos direitos humanos, o que torna difícil aceitar vozes alinhadas a partidos conservadores, especialmente aqueles associados a discursos excludentes.

Por outro lado, o caso também desperta questionamentos sobre pluralidade e diversidade interna na comunidade, e sobre o espaço para diferentes opiniões e trajetórias pessoais. A exclusão de Benjamin do Pride revela a complexidade de equilibrar unidade e diversidade, e a importância de dialogar para construir um ambiente que acolha múltiplas narrativas sem abrir mão da luta contra opressões.

Esse episódio é um lembrete de que a comunidade LGBTQIA+ não é monolítica e que as discussões sobre política e identidade são essenciais para fortalecer laços e promover respeito mútuo. É fundamental reconhecer que, apesar das divergências, a luta por visibilidade e direitos deve buscar sempre ampliar horizontes e incluir, nunca excluir.

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