A artista e ativista sul-africana Zanele Muholi traz sua primeira exposição individual ao Brasil, intitulada “Belezas Valentes”, que está em cartaz no Instituto Moreira Salles (IMS), em São Paulo. O objetivo de Muholi é criar uma narrativa visual que eternize as histórias da comunidade LGBTQIA+ da África do Sul, destacando a resistência e a identidade queer. A artista, que se identifica como não-binária, utiliza sua obra como um meio de afirmar a presença da comunidade, enfatizando que ‘estamos aqui’.
Em sua abordagem, Zanele evita retratar a violência frequentemente associada à comunidade, optando por imagens que celebram a beleza e a diversidade dos corpos fora do padrão. “Beleza não significa que você tenha que sorrir ou mostrar os dentes. Basta existir”, afirma a artista. Para transmitir a atemporalidade das histórias que conta, Muholi utiliza predominantemente o preto e branco em suas fotografias, uma escolha que busca aprofundar a narrativa e o impacto emocional das imagens.
A exposição inclui mais de cem obras, como fotografias, pinturas e uma escultura em bronze, que introduz os visitantes ao espaço. Entre as séries apresentadas, destaca-se “Somnyama Ngonyama”, que traz autorretratos de Muholi em várias cidades do mundo, utilizando objetos cotidianos para evocar memórias e discutir o papel social das trabalhadoras domésticas na África do Sul. Muholi também apresenta a série “Faces and Fases”, que retrata casais negros LGBTQIA+ em momentos de afeto, contribuindo para um arquivo visual da comunidade.
A mostra “Belezas Valentes” ficará em cartaz até 22 de junho, aberta de terça a domingo, com entrada gratuita. Essa é uma oportunidade única para apreciar a arte que não só documenta, mas também celebra a vida e a resistência da comunidade queer sul-africana, desafiando estereótipos e promovendo a visibilidade e o respeito à diversidade.
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