Investigación expone triangulación de fondos y licencias médicas mientras exasesora estaba fuera de Chile
Uma investigação conduzida pela Fiscalía chilena revelou detalhes preocupantes envolvendo Carla Graf, ex-assessora do deputado Miguel Ángel Calisto. Segundo o Ministério Público, Graf teria recebido pagamentos parlamentares que, em grande parte, foram repassados a pessoas próximas ao deputado, incluindo o próprio parlamentar. Além disso, foram detectadas inconsistências nos relatórios de trabalho apresentados, com registros de reuniões em datas em que Graf estaria fora do país, acompanhadas de licenças médicas que levantam dúvidas.
Triangulação de fundos e vínculos suspeitos
O promotor Eugenio Campos destacou que mais de 85% dos valores pagos a Carla Graf foram transferidos para terceiros ligados ao círculo íntimo do deputado Calisto. Entre esses beneficiários estão Américo Soto, atual chefe de gabinete em Coyhaique, e Hugo Soto, ambos com conexões diretas ao parlamentar e seu entorno familiar. O total recebido por Graf ultrapassa 103 milhões de pesos chilenos, dos quais mais de 88 milhões teriam seguido para essa rede.
Um exemplo concreto citado é um pagamento de aproximadamente 2,8 milhões de pesos recebido por Graf em 30 de abril de 2021, e quase o mesmo valor transferido no mesmo dia para a conta do deputado Calisto.
Licenças médicas em paralelo a pagamentos irregulares
A investigação apontou que Carla Graf esteve com licenças médicas de longa duração, incluindo períodos pré e pós-natais e afastamento por saúde mental, entre julho de 2020 e maio de 2022. Mesmo assim, ela continuou recebendo remuneração do parlamento, o que, segundo a Fiscalía, fere o decreto que proíbe o exercício de trabalho remunerado durante o repouso médico.
Além disso, há registros de sua presença em reuniões de trabalho em Coyhaique durante datas em que ela estava nos Estados Unidos, conforme publicações em suas redes sociais, o que reforça as suspeitas de irregularidades.
Defesas apresentam versões divergentes
Os advogados do deputado Calisto afirmam que as licenças médicas foram devidamente aprovadas e que a assessoria de Graf continuou dentro da legalidade, alegando que os documentos apresentados pelo Ministério Público carecem de fundamentação e que as transferências têm justificativas civis e comerciais. A defesa da ex-assessora também rejeita as acusações, destacando que as fiscalizações administrativas não apontaram irregularidades e que os documentos comprobatórios das atividades foram aceitos pela Câmara dos Deputados.
Enquanto isso, a Fiscalía sustenta que a falta de relatórios formais e a apresentação de documentos sem assinaturas ou destinatários claros indicam uma tentativa de dissimular a real prestação de serviços e a destinação dos recursos públicos.
Impacto político e transparência
Esse caso levanta discussões importantes sobre a transparência no uso de verbas parlamentares e a responsabilidade pública de agentes eleitos e seus assessores. Para a comunidade LGBTQIA+ e demais grupos sociais que acompanham a política nacional, é fundamental que processos como esses sejam acompanhados de perto, garantindo que recursos públicos não sejam desviados e que a ética prevaleça na gestão pública.
O episódio também evidencia a importância da fiscalização rigorosa e da denúncia ativa para combater práticas que comprometem a confiança na política e reforçam a necessidade de um Estado que respeite a lei e os direitos de todas as pessoas, incluindo aquelas da diversidade sexual e de gênero.
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