Entidade cobra indenização e medidas contra discriminação após comentário polêmico do técnico
O futebol brasileiro vive mais um capítulo importante na luta contra a homofobia dentro e fora dos campos. O Grupo Arco-Íris, organização dedicada à defesa dos direitos LGBTQIA+, ingressou com uma ação judicial contra o técnico Abel Braga, pedindo uma indenização de R$ 5 milhões por danos morais coletivos. A ação tramita na 5ª Vara Cível da Regional de Campo Grande e tem como base uma fala polêmica do treinador durante uma coletiva de imprensa em novembro de 2025, quando foi apresentado no Internacional, do Rio Grande do Sul.
Na ocasião, Abel Braga declarou: “Eu não quero a p** do meu time treinando com uma camisa rosa, porque parece um time de v**”. Essa frase, além de carregada de preconceito, foi interpretada como uma grave ofensa à população LGBTQIA+, ultrapassando os limites da liberdade de expressão e configurando um ato discriminatório que precisa ser combatido.
Repercussão e consequências da fala homofóbica
O impacto da declaração foi imediato. Ainda no mesmo dia, o técnico divulgou uma retratação pública por meio de nota nas redes sociais, reconhecendo o erro. Apesar disso, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) aplicou uma punição rigorosa: cinco jogos de suspensão e multa de R$ 20 mil. No entanto, o Grupo Arco-Íris acredita que apenas a punição esportiva não é suficiente para reparar os danos causados e para promover a conscientização necessária contra a homofobia no esporte.
Medidas além da indenização
Além do pedido financeiro, a ação judicial requer que Abel Braga e as instituições envolvidas adotem medidas educativas e campanhas de combate à discriminação, especialmente no ambiente esportivo, que historicamente ainda enfrenta desafios para acolher a diversidade e respeitar a comunidade LGBTQIA+. Para o Grupo Arco-Íris, é fundamental que exemplos negativos como esse sejam transformados em oportunidades para debate e mudança cultural.
O caso ressoa muito além do futebol, pois traz à tona a urgência de enfrentarmos o preconceito estrutural em todas as esferas da sociedade. A fala homofóbica de Abel Braga se tornou um símbolo da resistência que ainda precisamos vencer para garantir que o esporte seja um espaço seguro, inclusivo e representativo para todes.
Ao cobrar justiça e reparação, o Grupo Arco-Íris reafirma a importância da responsabilidade social de figuras públicas e do poder transformador que o esporte pode ter na promoção da igualdade e do respeito à diversidade. É um chamado para que a comunidade LGBTQIA+ seja valorizada e protegida, mostrando que o preconceito não tem vez no nosso jogo.
Este episódio serve como alerta para a necessidade de continuarmos lutando contra discursos de ódio e para que o futebol, paixão nacional, seja também um instrumento de visibilidade e empoderamento LGBTQIA+. Afinal, a verdadeira vitória está em construir um mundo onde o respeito e a diversidade sejam sempre aplaudidos de pé.
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