in

Ngizwe Mchunu gera polêmica após confronto com Somizi no Metro FM

Ex-apresentador provoca controvérsia com ataque homofóbico durante o evento em Moses Mabhida, reacendendo debates na comunidade LGBTQIA+
Ngizwe Mchunu gera polêmica após confronto com Somizi no Metro FM

Ex-apresentador provoca controvérsia com ataque homofóbico durante o evento em Moses Mabhida, reacendendo debates na comunidade LGBTQIA+

O nome de Ngizwe Mchunu voltou a causar rebuliço nas redes sociais após um episódio tenso com a celebridade Somizi Mhlongo durante o Metro FM Music Awards, realizado no Moses Mabhida Stadium People’s Park, em Durban, África do Sul.

O vídeo que circula mostra o ex-apresentador tentando cumprimentar Somizi com um aperto de mão, gesto que foi recusado pelo artista, que respondeu rapidamente “Não, Ngizwe” e se afastou para uma tenda próxima. A tentativa de aproximação, porém, não terminou aí. Ngizwe tentou segui-lo, mas foi barrado por um segurança. A situação escalou rapidamente, com Ngizwe visivelmente irritado, desferindo insultos, incluindo ofensas homofóbicas direcionadas ao segurança.

O profissional, mantendo a compostura, respondeu que “somos profissionais” e que chamar as pessoas de gay de forma pejorativa não condiz com essa postura. Apesar disso, Ngizwe continuou com os xingamentos, acusando o segurança de estar embriagado, aprofundando ainda mais o conflito.

Histórico de polêmicas e ataques à comunidade LGBTQIA+

Este não é o primeiro momento em que Ngizwe Mchunu se envolve em controvérsias relacionadas à comunidade LGBTQIA+. Em setembro e outubro de 2025, ele fez declarações públicas condenando um casal homoafetivo que usou trajes tradicionais zulus em seu casamento, afirmando que tais vestimentas são exclusivas para homens heterossexuais e membros da realeza Zulu.

Além disso, Ngizwe também fez discursos em espaços públicos, como o mercado KwaMai-Mai, em Joanesburgo, clamando para que “verdadeiros homens Zulu” retomassem esses locais, em uma clara tentativa de marginalizar pessoas queer.

Repercussão e críticas

O recente episódio no Metro FM Music Awards reacendeu a indignação de muitos, que criticam as atitudes repetidas de Ngizwe contra a comunidade LGBTQIA+. Muitos questionam a razão de ele tentar se aproximar de Somizi, figura pública que também é membro da comunidade e já enfrentou sua própria jornada de visibilidade e resistência.

Os ataques homofóbicos e a postura agressiva reforçam um ciclo de desrespeito que fere não apenas indivíduos, mas toda a luta por reconhecimento e igualdade no cenário cultural e social sul-africano.

Reflexão sobre o impacto na comunidade LGBTQIA+

Este confronto evidencia o quão delicada e ainda vulnerável é a convivência entre figuras públicas e a comunidade LGBTQIA+, especialmente quando discursos de ódio ganham espaço em eventos de grande visibilidade. A repercussão negativa mostra que a sociedade está atenta e não aceita mais esse tipo de comportamento, que perpetua preconceitos e violência simbólica.

Para a comunidade LGBTQIA+, episódios como esse reforçam a necessidade de fortalecer redes de apoio e espaços seguros, assim como a importância de promover educação e diálogo que desconstruam estigmas e promovam o respeito à diversidade. É urgente que a cultura e a mídia se unam para transformar essas narrativas e celebrar a pluralidade humana em toda sua riqueza.

Que tal um namorado ou um encontro quente?

Relembre a estreia do programa que revolucionou competições musicais com foco na voz

The Voice celebra 15 anos com fotos inéditas da primeira temporada

Entidade cobra indenização e medidas contra discriminação após comentário polêmico do técnico

Grupo LGBT processa Abel Braga por fala homofóbica e pede R$ 5 milhões