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Hedda: poder e veneno em um noir queer de tirar o fôlego

Hedda: poder e veneno em um noir queer de tirar o fôlego

Nia DaCosta reinventa o clássico de Ibsen com Tessa Thompson em trama cheia de tensão e desejo

Desde sua estreia mundial em 1891, Hedda Gabler, a tragédia do dramaturgo norueguês Henrik Ibsen, ganhou mais de uma dezena de adaptações para o cinema, em diversos idiomas. Agora, a diretora Nia DaCosta — conhecida por Candyman (2021) e o aguardado 28 Years Later: The Bone Temple — traz uma releitura ousada e queer do clássico, intitulada Hedda, ambientada na Inglaterra do século XX, com um toque noir que prende o espectador do início ao fim.

Uma festa que vira palco de intrigas e desejos

Na trama, Hedda Tesman, nascida Gabler (interpretada pela brilhante Tessa Thompson, indicada ao Globo de Ouro), e seu marido George (Tom Bateman), um acadêmico vivendo acima das próprias posses, promovem uma festa luxuosa que termina em um tiroteio. Sob interrogatório policial, Hedda se diz com a memória “um pouco confusa”, afinal, “foi uma festa” — mas promete colaborar com as investigações.

Entre os convidados está o juiz Brack (Nicholas Pinnock), que cumpre a promessa feita ao falecido pai de Hedda de cuidar dela, e nutre um interesse romântico pela protagonista. Também comparecem o professor Greenwood (Finbar Lynch) e sua esposa Tabita (Mirren Mack). George, ansioso por causar boa impressão, busca uma oportunidade de trabalho com Greenwood.

A festa ainda reúne Thea (Imogen Poots), antiga colega de Hedda que sofreu bullying da anfitriã, e sua amante Eileen (Nina Hoss), ex-namorada de Hedda e principal concorrente de George para a vaga na universidade. Eileen carrega uma valiosa manuscrito que coescreveu com Thea, pronto para ser apresentado a Greenwood.

Veneno servido com glamour

Hedda, sempre astuta e manipuladora, tem seus próprios planos para a noite. Sabendo que Eileen, conhecida por seu histórico de alcoolismo, está sóbria, Hedda faz de tudo para fazê-la beber, ignorando os apelos de Thea e a resistência de Eileen. Seu objetivo é destruir a rival e recuperar o manuscrito, iniciando uma sequência chocante de eventos que culmina em violência e consequências irreversíveis.

Apesar de cenas que mostram convidados transando no labirinto, usando cocaína e vomitando na fonte, a película às vezes se estende além do necessário — cerca de 15 minutos a mais do que o ideal. Ainda assim, as atuações magnéticas de Thompson e Hoss, aliadas aos figurinos deslumbrantes e à ambientação impecável, fazem o público mergulhar nesse universo tenso e sedutor.

Representatividade e subversão no cinema queer

Hedda não é apenas uma adaptação, é uma reinvenção que coloca a mulher queer no centro do drama, explorando temas como poder, desejo, manipulação e identidade. A escolha de DaCosta em transportar a história para um cenário contemporâneo e mais inclusivo cria uma ponte entre o clássico e as urgências da comunidade LGBTQIA+, oferecendo um espelho para as complexidades e nuances das relações queer.

O filme desafia o espectador a confrontar as zonas cinzentas da moralidade, celebrando a força das personagens femininas e queer em um ambiente carregado de glamour e perigo. A narrativa é um convite para refletir sobre como o poder pode ser usado tanto para proteger quanto para destruir, especialmente quando entrelaçado com as tensões da sexualidade e da ambição.

Em um momento em que o cinema queer busca cada vez mais se afirmar em diferentes gêneros, Hedda surge como uma obra que mistura suspense, erotismo e crítica social, conquistando seu lugar como um noir queer indispensável para o público LGBTQIA+.

Essa releitura de Ibsen nos lembra que histórias antigas podem ganhar nova vida quando vistas através das lentes queer, provocando debates necessários e emocionando com representações reais e complexas. Hedda é um convite para abraçar a potência da diversidade e a beleza das narrativas que desafiam normas, mostrando que o poder e o veneno podem coexistir em uma dança hipnotizante de identidade e sobrevivência.

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