Marca investe em moda western acessível para reconectar com trabalhadores que a tornaram ícone do jeanswear
Levi Strauss & Co., a pioneira do jeans nos Estados Unidos, está de volta às suas raízes cowboy, mas com um olhar renovado para o público blue-collar — os trabalhadores da classe operária que fizeram da marca um símbolo de moda acessível e funcional.
Enquanto a grife vem apostando em coleções sofisticadas e cheias de estilo, como a colaboração com Beyoncé que trouxe o visual cowboy para as passarelas, a verdadeira revolução acontece nos bastidores: Levi’s está investindo em peças que atendem diretamente os eletricistas, encanadores, fazendeiros e ranchers que ainda vivem o espírito western no dia a dia.
O retorno às origens: moda com propósito
Fundada no século 19 para vestir os mineiros e trabalhadores do oeste americano, a marca percebeu que, ao longo do tempo, perdeu espaço para concorrentes menores que dominaram o segmento mais funcional da moda western, como Ariat, Carhartt e Wrangler. Agora, sob a liderança da CEO Michelle Gass, Levi’s quer reconquistar este público essencial e crescer de verdade no mercado norte-americano.
Com mais de 93 milhões de trabalhadores classificados como blue-collar nos EUA — cerca de 61% da força de trabalho —, essa estratégia não é apenas um resgate histórico, mas uma aposta certeira para impulsionar as vendas. A empresa estabeleceu a meta audaciosa de alcançar US$ 10 bilhões em receita anual e, apesar dos desafios do mercado, suas ações subiram mais de 23% no último ano.
Novos cortes e preços pensados para o cotidiano
Para agradar quem vive o cowboy contemporâneo, Levi’s lançou dois cortes inéditos: o western boot cut e o western straight, especialmente desenhados para vestir sobre botas de trabalho. Além disso, a marca definiu um preço competitivo em torno de US$ 59, cerca de 10 dólares a menos que os modelos tradicionais da empresa e abaixo do que oferecem seus concorrentes diretos.
Levi’s também ampliou sua presença em lojas especializadas como Boot Barn e o varejista texano Cavender’s, focados no público western. A marca está investindo em eventos autênticos, patrocinando rodeios e reforçando sua participação em feiras como o Cowboy Christmas, em Las Vegas, para se aproximar ainda mais dessa comunidade.
Representatividade e conexão emocional
Para dar voz a essa nova fase, Levi’s lançou uma campanha masculina com rostos que combinam o country e o urbano, como o cantor Shaboozey e o chef e ator Matty Matheson, ambos retratados montados a cavalo, símbolo máximo da cultura cowboy. A liderança da empresa também mergulhou no clima, com executivos participando de line dance em Dallas e a própria CEO adotando botas vermelhas típicas da região.
Este movimento reafirma que, para Levi’s, o segmento masculino, especialmente o blue-collar, é o coração pulsante do negócio. Afinal, mais do que moda, a marca quer ser a expressão cultural de uma comunidade que valoriza autenticidade, resistência e estilo com propósito.
Para a equipe LGBTQIA+ do acapa.com.br, essa retomada da essência cowboy representa também uma oportunidade de celebrar a diversidade dentro de um universo tradicionalmente conservador. Levi’s sinaliza que é possível reinventar símbolos e conquistar novos públicos sem perder a identidade — uma lição poderosa para toda a comunidade.
O jeans, peça curinga do guarda-roupa queer e aliado para expressar liberdade, ganha aqui uma nova narrativa: a de que a moda funcional e acessível pode e deve dialogar com todos os corpos e histórias, incluindo os que trilham caminhos menos convencionais, mas cheios de coragem e autenticidade.
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