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Nasa Artemis II — por que as estrelas somem

Nasa Artemis II — por que as estrelas somem

Fotos da missão perto do lado oculto da Lua viralizaram no Brasil, mas o céu preto tem explicação técnica. Entenda o que acontece.

A Nasa Artemis II entrou nos assuntos mais buscados no Brasil nesta semana depois da divulgação de imagens da Terra e da Lua feitas pelos astronautas durante a passagem pela região lunar, incluindo o trajeto associado ao lado oculto da Lua. As fotos impressionaram pela nitidez, mas também provocaram uma pergunta que tomou conta das redes: afinal, por que o espaço aparece completamente escuro, sem estrelas?

A resposta, segundo especialistas ouvidos pela imprensa, é menos misteriosa do que parece e passa por um princípio básico da fotografia: alto contraste. Em outras palavras, a Terra e a Lua, iluminadas pelo Sol, são muito mais brilhantes do que as estrelas ao fundo. Para evitar que a imagem fique “estourada”, as câmeras da missão usam uma exposição curta — e, com isso, a luz mais fraca das estrelas simplesmente não é registrada.

Por que a Nasa Artemis II está em alta no Brasil?

O interesse cresceu porque a missão viveu um de seus momentos mais simbólicos: a aproximação da Lua e o envio de novas imagens feitas pela tripulação a bordo da nave Orion. No Google Trends, o termo ligado à Nasa Artemis II lado oculto da Lua ganhou força justamente quando essas fotos começaram a circular em portais, telejornais e perfis de ciência.

Há também um componente de fascínio coletivo. O programa Artemis marca o retorno da presença humana nas missões lunares em um contexto muito diferente do da era Apollo. Hoje, além do peso científico, existe uma disputa geopolítica mais evidente pelo protagonismo na nova corrida espacial. Estados Unidos e China miram não só chegar à Lua, mas construir uma presença contínua por lá no futuro.

Para muita gente, inclusive parte do público LGBTQ+ que acompanha ciência, cultura pop e tecnologia com olhar curioso e crítico, esse tipo de cobertura também conversa com representatividade e imaginação de futuro. Missões espaciais costumam mobilizar debates sobre quem participa da construção desse amanhã — e quais corpos, vozes e perspectivas são incluídos nessa narrativa.

Cadê as estrelas nas fotos do espaço?

Elas estão lá. O problema é que não aparecem no registro final por causa da regulagem das câmeras. O astrofísico Jaziel Goulart Coelho, do Núcleo de Astrofísica, Gravitação e Cosmologia da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), explicou que a Lua e a Terra refletem muita luz solar, enquanto as estrelas, embora luminosas, ficam muito mais fracas na comparação.

Isso cria uma cena com contraste extremo: de um lado, objetos muito claros; do outro, pontos de luz bem discretos. Para fotografar a superfície lunar ou o disco terrestre com definição, a câmera precisa captar luz por menos tempo. Esse ajuste preserva os detalhes dos astros principais, mas “apaga” o fundo estrelado.

É o mesmo raciocínio de uma foto noturna na Terra. Se você registra uma pessoa bem iluminada por um poste com exposição rápida, o céu costuma sair preto, mesmo que haja estrelas ali. No espaço, a diferença é que esse contraste é ainda mais radical.

Por isso, o céu escuro nas imagens da Nasa Artemis II não é sinal de edição suspeita, ausência de estrelas ou teoria conspiratória. É resultado direto das condições de luz e das escolhas técnicas feitas para priorizar o que a missão queria mostrar naquele momento.

Essas imagens têm valor científico?

Isoladamente, o valor científico dessas fotos é considerado limitado. Isso porque imagens da Terra e da Lua em grandes distâncias não são novidade. Missões do programa Apollo, nas décadas de 1960 e 1970, já haviam feito registros semelhantes. Depois delas, sondas e equipamentos robóticos mapearam com precisão até mesmo o chamado lado oculto da Lua.

Hoje, a própria Nasa conta com instrumentos dedicados a esse tipo de observação. Um exemplo é o satélite DSCOVR, lançado em 2015, que leva a câmera EPIC e fotografa a Terra inteira a cerca de 1 milhão de quilômetros de distância — bem mais longe do que a Orion na Artemis II.

A importância da missão, portanto, não está apenas na imagem em si, mas na presença humana. A agência espacial tem enfatizado que astronautas funcionam como observadores ativos: interpretam o ambiente, tomam decisões em tempo real e complementam o trabalho automatizado das sondas.

Na avaliação da redação do A Capa, o sucesso de busca em torno da Nasa Artemis II mostra como ciência ainda mobiliza o imaginário popular quando é apresentada de forma acessível. Também revela uma oportunidade importante para ampliar o debate sobre educação científica no Brasil, combate à desinformação e inclusão de mais diversidade nas áreas de tecnologia e exploração espacial.

Perguntas Frequentes

As estrelas realmente somem no espaço?

Não. Elas continuam lá, mas podem não aparecer na foto quando a câmera é ajustada para registrar objetos muito brilhantes, como a Terra ou a Lua.

O lado oculto da Lua é sempre escuro?

Não. “Lado oculto” significa apenas a face da Lua que não vemos da Terra com facilidade. Essa região também recebe luz do Sol.

As fotos da Artemis II são inéditas?

Elas são marcantes por integrarem uma missão tripulada atual, mas imagens parecidas da Terra e da Lua já foram feitas em missões anteriores e por equipamentos automáticos.


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