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Os 9 looks mais polêmicos da história do Met Gala

Do icônico vestido de Diana à ousadia política de AOC, conheça os momentos que marcaram o evento fashion mais esperado
Os 9 looks mais polêmicos da história do Met Gala

Do icônico vestido de Diana à ousadia política de AOC, conheça os momentos que marcaram o evento fashion mais esperado

O Met Gala, conhecido como o maior espetáculo da moda mundial, é muito mais do que um evento beneficente: é uma passarela onde a moda se transforma em arte, provocação e até política. Desde sua estreia em 1948, ele se reinventou, tornando-se palco para criações que ultrapassam os limites do convencional e geram debates acalorados.

Selecionamos os 9 looks mais polêmicos da história do Met Gala, que marcaram época e mostram como o evento se tornou um espaço de expressão, desafio e, claro, muita representatividade.

1. Princesa Diana, 1996: A revolução da elegância

Após seu divórcio, Diana rompeu com os padrões da realeza ao surgir em um vestido slip dress de seda azul marinho, assinado por John Galliano para Dior. O modelo, inspirado em lingerie e com ajustes que o tornaram mais revelador, acompanhado de seu icônico colar de safira e pérolas, simbolizou sua independência e sensualidade, chocando conservadores e abrindo caminho para uma nova narrativa de empoderamento feminino.

2. Rihanna, 2015: O vestido amarelo que virou meme

Para o tema “China: Through the Looking Glass”, Rihanna escolheu um vestido imperial amarelo com uma longa cauda de pele, obra da designer chinesa Guo Pei. Apesar do trabalho artesanal que levou mais de dois anos, a internet reagiu com memes comparando o look a uma omelete ou pizza, evidenciando o choque entre alta moda e percepção popular. Rihanna, porém, consolidou seu status de ícone fashion que domina ambos os mundos.

3. Rihanna, 2018: A devoção fashionista

Na edição dedicada à “Imaginação Católica”, a cantora apareceu com um vestido mini cravejado de joias, capa e mitra papal, tudo criado por John Galliano para a Maison Margiela. O look foi elogiado por sua fidelidade ao tema, mas também gerou controvérsia por sua referência religiosa, sendo considerado ofensivo por alguns setores.

4. Katy Perry, 2019: O espetáculo do excesso

Para o tema “Camp: Notas sobre a moda”, Katy Perry apostou em um vestido-candelabro com luzes funcionais, desenhado por Jeremy Scott para Moschino. A ousadia continuou no after-party, onde ela surgiu fantasiada de cheeseburger, dividindo opiniões entre quem adorou o humor e quem achou a brincadeira exagerada demais.

5. Jared Leto, 2019: Moda e performance em um só

Na mesma edição, Jared Leto chocou ao carregar uma réplica hiper-realista de sua própria cabeça, acessório do traje vermelho Gucci criado por Alessandro Michele. O surrealismo do look levantou questões sobre até onde a moda pode se misturar à arte performática.

6. Cardi B, 2019: O luxo sem limites

Cardi B apostou no exagero máximo com um vestido vermelho profundo de Thom Browne, adornado com 44 quilates de rubis e uma imensa cauda circular que exigiu vários assistentes para ser carregada. O visual impressionou, mas também gerou debates sobre o equilíbrio entre ostentação e funcionalidade.

7. Kim Kardashian, 2021: A invisibilidade como estilo

Kim Kardashian cobriu o corpo inteiro, inclusive o rosto, com um conjunto preto da Balenciaga, obra do estilista Demna. Influenciado por Kanye West, o look desafiou a ideia tradicional de celebridade ao focar na silhueta e não na identidade, provocando respostas polarizadas.

8. Alexandria Ocasio-Cortez, 2021: A moda como manifesto

A congressista e ativista AOC vestiu um vestido branco da designer Aurora James com a frase “Tax the Rich” (Tributar os ricos) estampada em vermelho. A ousadia política no tapete vermelho dividiu opiniões, mas destacou o Met Gala como palco não só para a moda, mas para discursos ideológicos e sociais.

9. Kim Kardashian, 2022: Um tributo controverso

Kim voltou a causar polêmica ao vestir o vestido original de Marilyn Monroe usado em 1962 para cantar “Happy Birthday” ao presidente John F. Kennedy. A escolha gerou críticas de especialistas em conservação que temiam danos à peça histórica, reacendendo debates sobre os limites entre homenagem, preservação e espetáculo.

Esses momentos nos mostram que o Met Gala vai muito além de um desfile de moda: é um espaço onde a identidade, a política e a cultura pop se encontram para provocar reflexões e celebrar a diversidade. Para a comunidade LGBTQIA+, que sempre buscou no vestir uma forma poderosa de expressão e resistência, esses looks polêmicos representam conquistas, desafios e a constante reinvenção do que significa ser visto e ouvido.

Em tempos onde a representatividade importa mais do que nunca, o Met Gala serve como um espelho das lutas e das vitórias que atravessam a moda e a sociedade. Celebrar essas histórias é também celebrar a coragem de se posicionar, de quebrar padrões e de criar arte com alma, algo que ressoa profundamente com as vivências LGBTQIA+ em todo o mundo.

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