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“Proibição da Elton John AIDS Foundation na Rússia: O Impacto na Luta Contra o HIV e os Direitos Humanos”

"Proibição da Elton John AIDS Foundation na Rússia: O Impacto na Luta Contra o HIV e os Direitos Humanos"

"Proibição da Elton John AIDS Foundation na Rússia: O Impacto na Luta Contra o HIV e os Direitos Humanos"

No dia 3 de abril de 2025, o escritório do Procurador-Geral da Rússia rotulou a Elton John AIDS Foundation (EJAF) como uma “organização indesejável”, proibindo suas atividades no país. Essa decisão impacta diretamente os esforços de prevenção e controle do HIV, uma vez que a fundação é amplamente reconhecida por seu trabalho nesse campo. A acusação feita pelo governo russo envolve a promoção de “relações sexuais não tradicionais” e modelos familiares ocidentais, desconsiderando o foco principal da EJAF na luta contra a AIDS.

O governo russo caracteriza qualquer relação que não seja entre um homem e uma mulher como “não tradicional”. Além disso, em 2023, o Supremo Tribunal da Rússia já havia banido o chamado “movimento LGBT”. A declaração do Procurador-Geral sugere que a fundação britânica possui uma atitude negativa em relação a países que defendem valores espirituais e morais tradicionais, acusando-a de participar de uma campanha para “vilificar a Rússia” desde a invasão da Ucrânia em 2022.

A EJAF, fundada em 1992 por Elton John, não apenas financia programas de tratamento do HIV em vários países, mas também defende a comunidade LGBTQ+, que enfrenta severa perseguição na Rússia. A designação de “indesejável” efetivamente proíbe a EJAF de operar no país e expõe seus colaboradores a possíveis processos criminais. Desde 2015, essa rotulagem tem sido utilizada pelo governo russo para atacar organizações independentes, grupos de oposição e instituições estrangeiras.

A crise de saúde relacionada ao HIV/AIDS é alarmante na Rússia, com mais de 1 milhão de pessoas vivendo com o vírus. O acesso ao tratamento é escasso, especialmente em áreas rurais, e as autoridades têm falhado em combater o estigma associado à doença. Organizações russas de HIV/AIDS já haviam alertado que as sanções ocidentais dificultaram o fluxo de recursos da EJAF e de outros grupos internacionais.

Com essa nova medida, a situação da saúde pública e dos direitos humanos na Rússia se torna ainda mais crítica, principalmente para a comunidade LGBTQ+ que já enfrenta enormes desafios. O futuro do tratamento e da prevenção do HIV no país agora está mais incerto do que nunca, exigindo atenção e ação internacional.

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