Mudança na cobrança de impostos ameaça grandes espaços musicais e pequenos locais, impactando empregos e economia local
Grandes arenas que já receberam nomes como Lady Gaga e The Rolling Stones correm risco de fechar suas portas devido a uma nova cobrança de impostos sobre negócios no Reino Unido. Diretores das arenas O2, em Londres, e Manchester Co-op Live expressaram preocupação ao Tesouro britânico, afirmando que não possuem margem financeira para absorver os custos adicionais dessa taxação.
A partir do próximo ano, propriedades do setor de varejo, hospitalidade e lazer com valor tributável acima de £500.000 terão um aumento considerável nas taxas de negócios. No entanto, os responsáveis pelos espaços musicais argumentam que a medida foi criada para atingir grandes depósitos logísticos, como os usados por empresas tipo Amazon, e não foi pensada para locais de música ao vivo.
Esse aumento não afeta apenas as grandes arenas, mas também os espaços menores que são fundamentais para a cena musical local e para o turismo, já que esses locais atraem público que frequenta hotéis, bares e restaurantes próximos, movimentando a economia das cidades.
Impacto econômico e cultural
Lady Gaga, por exemplo, finalizou recentemente uma turnê pelo Reino Unido com datas na O2 e no Manchester Co-op Live. Esses eventos atraem em média 10.000 pessoas e geram receitas entre £1 milhão e £2,3 milhões por apresentação. São 27 milhões de pessoas que frequentaram arenas somente no último ano, mostrando a importância desse setor para o país.
De acordo com os organizadores, 23 arenas estão ameaçadas pela nova taxa, incluindo espaços de relevância cultural e histórica, como o Camden Underworld, localizado na base eleitoral do líder trabalhista Sir Keir Starmer. A carta enviada ao Tesouro alerta para o risco de fechamento desses locais, o que resultaria em perda de empregos e uma queda significativa na atividade econômica local.
Apelo por isenção e futuro da música ao vivo
Os gestores das arenas pedem que o governo revise a política para excluir os espaços de música ao vivo dessa cobrança. Eles destacam que essas instituições já operam com margens apertadas e que o aumento pode desencorajar investimentos futuros, prejudicando o desenvolvimento de infraestrutura cultural tão necessária para o crescimento econômico e social nas cidades britânicas.
Além disso, o aumento das taxas pode forçar o fechamento de locais menores, que são a base da música independente e do entretenimento local, colocando em risco a diversidade cultural e o ecossistema artístico do país.
Embora o Tesouro defenda que a nova sistemática busca criar um ambiente mais justo para os negócios, protegendo o comércio local e incentivando investimentos, a comunidade da música ao vivo clama por um olhar mais sensível às especificidades do setor.
Essa situação se desenrola em meio a um momento delicado para as finanças públicas, com a chanceler Rachel Reeves enfrentando decisões difíceis no orçamento nacional, buscando equilibrar receitas e cortes sem prejudicar setores essenciais da economia e da cultura.
Para a comunidade LGBTQIA+ que valoriza a cultura e os espaços de expressão artística, essa luta é também uma defesa dos territórios seguros e vibrantes onde a música conecta, acolhe e fortalece identidades diversas. A preservação dessas arenas é fundamental para manter vivas as vozes que ecoam além dos palcos, celebrando pluralidade e resistência.
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