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Vitória enfrenta julgamento no STJD por cantos homofóbicos da torcida

Clube pode ser punido por atos discriminatórios durante partida contra o Grêmio no Barradão
Vitória enfrenta julgamento no STJD por cantos homofóbicos da torcida

Clube pode ser punido por atos discriminatórios durante partida contra o Grêmio no Barradão

O Esporte Clube Vitória está prestes a passar por um momento delicado que envolve a luta contra a homofobia no futebol. Nesta quinta-feira (31), o clube será julgado pela 6ª Comissão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) em razão de cantos homofóbicos entoados por parte da torcida durante o jogo contra o Grêmio, realizado no dia 27 de abril, no Barradão, em Salvador, Bahia.

A denúncia, baseada na súmula da partida, aponta dois incidentes graves: o primeiro, um canto homofóbico direcionado ao jogador Wagner Leonardo, e o segundo, o arremesso de um objeto em direção ao campo, ambos considerados infrações que ferem o respeito e a integridade dentro dos estádios.

O que aconteceu no jogo?

Segundo o relato oficial do árbitro, aos 20 minutos do primeiro tempo, parte da torcida do Vitória repetiu diversas vezes o canto “Wagner Leonardo viado”, um ato que reforça preconceitos e discriminações contra a comunidade LGBTQIA+. O delegado da partida foi informado e, felizmente, os cânticos cessaram logo após a intervenção. Já no segundo tempo, aos 45 minutos, um objeto de plástico contendo líquido foi arremessado em direção à bandeira de escanteio, sem atingir nenhum jogador.

As consequências para o Vitória

A Procuradoria do STJD enquadrou o clube nos artigos 243-G e 191 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). O artigo 243-G trata especificamente de atos discriminatórios e estabelece a responsabilidade objetiva do clube por atos praticados por sua torcida, mesmo que não haja participação direta do time. O artigo 191 aborda o descumprimento das normas de segurança dentro do estádio.

As possíveis penas para o Vitória variam desde multas que podem chegar a R$ 100 mil até a perda de mando de campo por até 10 partidas. Caso a punição seja aplicada sem efeito suspensivo, o clube terá que cumprir a sanção já no próximo jogo em casa, o que pode impactar diretamente na atmosfera do Barradão e na experiência dos torcedores.

Por que essa luta importa?

Para o público LGBTQIA+, episódios como esse reforçam a urgência de combater a homofobia no esporte, especialmente no futebol, ainda marcado por muitos preconceitos e exclusão. O julgamento do Vitória no STJD é um momento importante para reafirmar que cantos e comportamentos discriminatórios não serão tolerados dentro dos estádios brasileiros.

A responsabilização objetiva do clube também serve como um alerta para que as equipes invistam cada vez mais em campanhas educativas, monitoramento das torcidas e ambientes seguros para todas as identidades. O futebol, espaço histórico de inclusão social, deve ser um palco de respeito e diversidade.

O que esperar daqui para frente?

A decisão do STJD será fundamental para a construção de um futebol mais acolhedor e menos violento para as pessoas LGBTQIA+. Além disso, o caso ressalta a necessidade de participação ativa dos clubes na prevenção de atos discriminatórios, mostrando que a luta contra a homofobia deve ser coletiva e constante.

Enquanto isso, o Vitória e sua torcida têm a chance de refletir sobre o impacto das palavras e atitudes, abraçando a diversidade como parte essencial da paixão pelo esporte. Que essa situação sirva de inspiração para o respeito, para o diálogo e para a construção de um futuro onde todos possam torcer livremente, sem medo ou preconceito.

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