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Serviço nacional LGBTQ+ de prevenção ao suicídio é encerrado pelo governo

Decisão deixa jovens queer sem linha direta especializada em momento de ataques e ameaças crescentes
Serviço nacional LGBTQ+ de prevenção ao suicídio é encerrado pelo governo

Decisão deixa jovens queer sem linha direta especializada em momento de ataques e ameaças crescentes

Após três anos de atuação e mais de 1,3 milhão de atendimentos, o serviço nacional LGBTQ+ de prevenção ao suicídio foi encerrado pelo governo Trump, deixando uma lacuna dolorosa para jovens queer em situação de crise.

O 988, linha telefônica de apoio lançada em 2022 para atender especialmente jovens LGBTQIA+, teve seus atendimentos específicos para a comunidade suspensos, segundo comunicado oficial da administração. Apesar de garantir que todos os chamados continuarão a ser atendidos por profissionais capacitados em saúde mental, a decisão não explicou o motivo do fim do serviço dedicado à população LGBTQ+.

Impacto devastador para jovens queer

Organizações que atuam na defesa dos direitos LGBTQIA+ consideraram a medida uma perda grave, especialmente num contexto de crescente hostilidade política que tem colocado a saúde mental de jovens queer em risco. Jaymes Black, CEO da organização Trevor Project, que é referência mundial em prevenção ao suicídio para jovens LGBTQIA+, declarou que a decisão é “devastadora” e incompreensível, ressaltando que salvar vidas não deveria ser pauta política.

O Trevor Project foi responsável por cerca de metade dos atendimentos da linha 988, recebendo mais de 230 mil contatos só no último ano. Dados da instituição mostram que jovens LGBTQIA+ têm quatro vezes mais risco de tentar suicídio comparados a seus pares cis heterossexuais, com quase metade dos jovens trans e não binários pensando seriamente em tirar a própria vida.

Contexto de ataques e retrocessos

O anúncio aconteceu às vésperas da decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que manteve a proibição da Tennessee à oferta de cuidados afirmativos para jovens transgêneros, medida que pode incentivar proibições semelhantes em pelo menos 25 estados. Esse cenário de ataques políticos e legislação adversa pressiona ainda mais a comunidade LGBTQIA+, tornando a perda da linha direta um golpe cruel.

Nos últimos anos, o desmonte de políticas de diversidade, equidade e inclusão pelo governo tem enfraquecido o acesso a serviços essenciais para a população LGBTQIA+, justamente quando o apoio especializado é mais necessário para salvar vidas.

Este corte no serviço especializado da linha 988 deixa um vazio urgente a ser preenchido por organizações e pela sociedade que luta para garantir que cada jovem queer tenha uma rede de apoio que reconheça e respeite sua identidade, sobretudo em tempos sombrios.

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