in

Bonnie & the Mere Mortals: a voz queer que resgata o country autêntico

Da periferia da Pensilvânia para o mundo, Bonnie reinventa o country com emoção, identidade e uma pitada de irreverência
Bonnie & the Mere Mortals: a voz queer que resgata o country autêntico

Da periferia da Pensilvânia para o mundo, Bonnie reinventa o country com emoção, identidade e uma pitada de irreverência

Bonnie Romano, líder da banda Bonnie & the Mere Mortals, é muito mais que uma voz marcante do country contemporâneo — ela é uma artista queer que ressignifica a música tradicional com sua autenticidade e sensibilidade. Vinda de Avella, na Pensilvânia, Bonnie traz na bagagem uma história de transformação, coragem e reinvenção que inspira não só pessoas LGBTQIA+, mas todos que buscam uma arte verdadeira e tocante.

Da periferia ao palco: um encontro com o público

Um dos momentos mais especiais para Bonnie foi quando, em um show de Halloween, viu uma pessoa desconhecida cantando junto pela primeira vez. “Como artista, a gente sempre questiona o que está fazendo. Mas naquele instante eu soube que tinha tocado a vida de alguém”, conta. É nesse tipo de conexão que ela encontra força para seguir, mesmo diante dos desafios da carreira musical.

Mixando referências e quebras de padrões

Com formação em literatura, Bonnie sempre buscou expressar sua arte de forma ampla, incorporando elementos visuais e narrativas que remetem ao universo Southern Gothic, um estilo literário que mistura beleza e melancolia das pequenas cidades. Ela não tem medo de brincar com a imagem, muitas vezes se apresentando com looks que remetem ao universo drag, trazendo irreverência e humor para suas apresentações, que misturam música e performance.

Uma jornada de autoaceitação e redescoberta

O caminho até o estilo autêntico de Bonnie & the Mere Mortals não foi linear. Cresceu ouvindo o country tradicional de Shania Twain e Garth Brooks, mas após se assumir queer e migrar para a cidade, explorou outras sonoridades como o metal e o rock alternativo. Foi só ao reencontrar artistas como Gillian Welch que ela voltou para as raízes, aprendendo banjo e misturando suas influências com um olhar moderno e inclusivo.

Além da música: a arte que une e transforma

Além da música, Bonnie é co-proprietária de um estúdio de tatuagem em Pittsburgh, onde também expressa sua criatividade. Essa dualidade entre os mundos da música e da tatuagem reforça sua visão artística plural e seu compromisso em viver de acordo com sua verdade.

Bonnie & the Mere Mortals é, portanto, um exemplo brilhante de como a palavra queer pode estar na essência de uma arte poderosa, que abraça a diversidade, desafia expectativas e cria um country autêntico, sensível e cheio de personalidade. Para o público LGBTQIA+ e para quem ama música de verdade, essa é uma voz que merece ser ouvida e celebrada.

Que tal um namorado ou um encontro quente?

Decisão permite que pais retirem filhos de conteúdos LGBTQIA+ por motivos religiosos, mas falta clareza na aplicação

Liminar da Suprema Corte sobre aulas LGBTQIA+ gera dúvidas em escolas

Quatro rainhas icônicas se unem para lançar “Slaysian Royale” e celebrar a cultura drag filipina

REYN4: a primeira supergrupo drag de Drag Race Philippines